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Bielorrússia intensifica combate a transações ilegais de criptomoedas em 2025 com nova força-tarefa

Bielorrússia intensifica combate a transações ilegais de criptomoedas em 2025 com nova força-tarefa

Published:
2025-10-15 12:17:01


Em um movimento para reforçar o controle sobre o mercado de criptomoedas, a Bielorrússia anunciou a criação de uma força-tarefa dedicada a combater transações ilegais. A iniciativa, liderada pelo Banco Nacional da República da Bielorrússia (NBRB), visa coibir pagamentos não licenciados e transferências transfronteiriças, mantendo ao mesmo tempo apoio ao mercado legal. Com o volume de transações em criptomoedas batendo recordes no país, as autoridades buscam equilibrar regulamentação e inovação.

Por que a Bielorrússia está agindo agora contra transações ilegais de criptomoedas?

O mercado de criptomoedas na Bielorrússia explodiu nos últimos anos, especialmente após as sanções internacionais que limitaram o acesso a canais financeiros tradicionais. Só nos primeiros sete meses de 2025, as transações transfronteiriças em criptomoedas totalizaram impressionantes US$ 1,7 bilhão, segundo o presidente Alexander Lukashenko. Com esse crescimento, porém, vieram preocupações com fraudes e lavagem de dinheiro. A nova força-tarefa, formada após reuniões entre bancos e empresas de criptomoedas autorizadas, pretende fechar brechas usadas por operações ilegais.

Quais são os principais focos da força-tarefa?

O grupo de trabalho, supervisionado pelo vice-governador do NBRB Alexander Egorov, concentrará esforços em dois fronts: pagamentos não autorizados com criptomoedas e transferências ilícitas para o exterior. Um dos grandes desafios é impedir que fundos roubados de contas bancárias sejam convertidos em criptoativos em plataformas estrangeiras. A medida complementa uma proibição já existente desde setembro de 2024, que vetou a compra e venda de criptomoedas em exchanges não bielorrussas para residentes do Parque de Alta Tecnologia (HTP).

Como a Bielorrússia regulamenta o mercado de criptomoedas?

Pioneira na Europa Oriental, a Bielorrússia legalizou operações com criptomoedas em 2017 através do decreto presidencial "Sobre o Desenvolvimento da Economia Digital". O marco regulatório, que entrou em vigor no ano seguinte, permitiu mineração e trading, desde que as empresas se registrassem no HTP - um hub tecnológico com benefícios fiscais. Agora, com o mercado evoluindo mais rápido que a legislação, as autoridades correm para atualizar as regras. O governador do NBRB, Roman Golovchenko, já adiantou que emendas estão em elaboração para permitir "resultados revolucionários no uso de criptomoedas".

Qual o impacto das sanções no mercado cripto bielorrusso?

As restrições internacionais, similares às impostas à Rússia (aliada próxima da Bielorrússia), transformaram as criptomoedas em alternativa vital para negócios e cidadãos. Empresas como a Wildberries, gigante russa de e-commerce, já adotaram pagamentos em criptomoedas no país através da exchange local Whitebird. O próprio Lukashenko reconheceu que "as transações baseadas em criptomoedas estão mais ativas do que nunca". Porém, esse boom trouxe preocupações com fuga de capitais, levando ao recente aperto regulatório.

Perguntas e Respostas sobre a força-tarefa de criptomoedas na Bielorrússia

Quem compõe a nova força-tarefa?

A equipe reúne representantes do Banco Nacional, bancos comerciais e empresas de criptomoedas autorizadas, sob coordenação do vice-governador Alexander Egorov.

Quais exchanges operam legalmente na Bielorrússia?

Plataformas registradas no Hi-Tech Park (HTP), como a Whitebird, são as únicas autorizadas. A BTCC, entre outras exchanges internacionais, não possui licença para operar no país.

Como ficam os investidores individuais?

Pessoas físicas e empreendedores individuais residentes no HTP estão proibidos desde 2024 de negociar em exchanges estrangeiras, mas podem operar nas plataformas locais regulamentadas.

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