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China planeja revisar lei do banco central enquanto legisladores pressionam por adoção do yuan digital como moeda legal

China planeja revisar lei do banco central enquanto legisladores pressionam por adoção do yuan digital como moeda legal

Published:
2026-03-11 16:17:02


Em um movimento que pode redefinir o futuro financeiro da China, autoridades regulatórias estão acelerando a reforma da Lei do Banco Popular da China, que data de 2003, para acomodar avanços tecnológicos como o yuan digital. Paralelamente, Hong Kong se prepara para emitir suas primeiras licenças de stablecoins, limitando a apenas quatro empresas nesta fase inicial. Este artigo explora os desdobramentos dessas iniciativas e seus impactos potenciais no ecossistema financeiro chinês e global.

Por que a China está reformando sua lei bancária central?

A Lei do Banco Popular da China, última revisada em 2003, está desatualizada frente às realidades da economia digital moderna. Fu Xiguo, deputado do Congresso Nacional do Povo e ex-diretor do ramo de Liaoning do banco central, argumenta que a legislação atual não contempla tecnologias como pagamentos móveis e blockchain, que sequer existiam em 2003. Durante as sessões legislativas de 2026, Fu apresentou uma proposta formal para acelerar a revisão da lei, enfatizando a necessidade de reconhecer oficialmente o yuan digital como moeda de curso legal.

O yuan digital, ou e-CNY, já é utilizado em diversos setores como varejo, transporte e administração pública, mas sua adoção ainda depende principalmente de diretrizes administrativas e projetos piloto. Uma mudança na lei daria ao e-CNY o mesmo status jurídico do dinheiro físico, obrigando indivíduos e empresas a aceitá-lo como forma de pagamento. Dados do Banco Popular da China mostram que o e-CNY já movimentou mais de 100 bilhões de yuans em transações até março de 2026.

Como Hong Kong está regulando stablecoins?

Enquanto a China continental avança com o yuan digital, Hong Kong segue um caminho diferente no que diz respeito às moedas digitais atreladas a fiduciárias (stablecoins). A Autoridade Monetária de Hong Kong (HKMA) recebeu 36 pedidos de licenciamento, mas planeja emitir apenas quatro licenças inicialmente, segundo fontes próximas ao processo. A abordagem cautelosa visa evitar a volatilidade que afetou stablecoins globais nos últimos anos.

O ex-diretor da HKMA, Norman Chan Tak-lam, participou do processo de testes através de sua empresa RD Technologies, mas pode não estar entre os primeiros licenciados. A HKMA enfatiza a necessidade de monitorar rigorosamente cada emissor para proteger a estabilidade financeira - uma preocupação destacada pelo vice-premiê Ding Xuexiang durante reuniões com delegados de Hong Kong. Ding comparou o desafio a "lança e escudo", onde o crescimento tecnológico (lança) deve ser equilibrado com defesas robustas (escudo) para a segurança financeira.

Perguntas frequentes

Qual é o prazo para a reforma da lei bancária na China?

Embora Fu Xiguo tenha pressionado por uma revisão acelerada durante as sessões legislativas de 2026, o cronograma exato ainda não foi divulgado. Analistas do BTCC estimam que o processo possa levar de 6 a 18 meses, considerando a complexidade da legislação financeira.

Quais empresas podem receber licenças de stablecoin em Hong Kong?

A HKMA não divulgou nomes oficialmente, mas especialistas do setor sugerem que exchanges estabelecidas e instituições financeiras tradicionais com forte compliance têm maiores chances na primeira leva de licenciamentos.

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