O CIO da Bitwise e Analistas de ETF Pedem Calma Enquanto Queda do Bitcoin Gera Pânico
- Por que os especialistas estão otimistas apesar da queda do Bitcoin?
- O que os dados on-chain revelam?
- Quando o mercado pode se recuperar?
- Perguntas Frequentes
Enquanto o mercado de criptomoedas enfrenta volatilidade, Matt Hougan, CIO da Bitwise, e Nate Geraci, presidente da NovaDius Wealth Management, destacam sinais positivos, como acumulação por grandes investidores e fluxos recordes em ETFs de Bitcoin. Apesar da queda recente para US$ 66 mil, os especialistas acreditam em uma recuperação iminente, baseada em dados on-chain e sentimentos de mercado. Este artigo explora os motivos por trás do otimismo e o que esperar no curto prazo.
Por que os especialistas estão otimistas apesar da queda do Bitcoin?
Matt Hougan, da Bitwise, e Nate Geraci, analista de ETFs, minimizaram o pânico após o Bitcoin cair para US$ 66 mil, destacando que grandes investidores estão acumulando a moeda. Dados da Santiment mostram que carteiras com mais de 100 BTC (US$ 6,6 milhões) atingiram um recorde de 20 mil, sinalizando confiança de longo prazo. Além disso, o índice de prêmio da Coinbase voltou ao território positivo após 40 dias, indicando maior demanda nos EUA.
Hougan criticou teorias conspiratórias sobre manipulação de preços, atribuindo a queda a ajustes normais de mercado. "Isso é típico de ciclos de quatro anos no Bitcoin", disse ele, comparando o momento ao "inverno cripto" de 2022, que antecedeu uma alta expressiva. Geraci complementou: "ETFss de Bitcoin registraram influxos de US$ 55 bilhões desde janeiro de 2026, contra saídas de US$ 6,5 bilhões. A narrativa de ‘fuga de capitais’ é exagerada."
O que os dados on-chain revelam?
Segundo a CoinGlass, o prêmio da Coinbase (diferença entre o preço no mercado local e global) tornou-se positivo em fevereiro, refletindo maior compra por investidores institucionais norte-americanos. Enquanto isso, o número de "baleias" (carteiras com 100+ BTC) cresceu 8% desde outubro de 2025, mesmo com a queda de 50% no preço. "Isso é um sinal clássico de acumulação antes de uma alta", comentou um analista da BTCC.
Fonte: CoinGlass
Quando o mercado pode se recuperar?
Eric Balchunas, da Bloomberg, apontou que os ETFs de Bitcoin tiveram influxos de US$ 1 bilhão em três dias (24–26/02), interrompendo uma sequência de saídas. "Essa resiliência é surpreendente considerando a queda", disse. Para Hougan, o cenário lembra 2022: "Depois do inverno, vem a primavera. Acredito que veremos novos recordes em 2026."
No entanto, o preço ainda reflete cautela. O Bitcoin oscila perto de US$ 66 mil após falhar em superar US$ 70 mil, pressionado por liquidações de contratos futuros. Analistas sugerem que uma consolidação entre US$ 60 mil e US$ 70 mil pode preceder uma nova alta.
Perguntas Frequentes
Por que o Bitcoin caiu recentemente?
A queda para US$ 66 mil foi impulsionada por liquidações de contratos alavancados e ajustes de mercado após uma alta rápida. Especialistas veem isso como parte de um ciclo normal.
Os ETFs ainda são relevantes?
Sim. ETFs de Bitcoin acumularam US$ 55 bilhões em 2026, mostrando demanda sustentada, segundo Nate Geraci.
O que esperar para os próximos meses?
Acumulação por "baleias" e influxos em ETFs sugerem uma possível recuperação, mas volatilidade deve persistir no curto prazo.