CEO da Intel marca reunião urgente com Trump após polêmica sobre pedido de renúncia
O presidente da Intel, Pat Gelsinger, agendou um encontro de alto nível com o ex-presidente Donald Trump em meio a tensões políticas e pressão por sua saída.
Fontes próximas ao assunto sugerem que a reunião pode definir o futuro da gigante de chips nos EUA—enquanto analistas de Wall Street já especulam sobre impactos no preço das ações.
Um típico movimento de 'capitalismo de compadrio'? O mercado aguarda—e os shortsellers estão de olho.
Tan conta e planeja visita à Casa Branca
Tan, um sino-americano nascido na Malásia, assumiu o cargo de CEO da Intel no início deste ano, após uma carreira de décadas na indústria de semicondutores. Anteriormente, ele liderou a Cadence Design Systems por 13 anos e, posteriormente, atuou no conselho da Intel antes de ser nomeado CEO.
Fontes informaram ao The Wall Street Journal que Tan usará o encontro com Trump para defender seu histórico e integridade pessoal. Ele planeja compartilhar detalhes sobre sua história de vida, sua imigração para os EUA e sua crença no fortalecimento da base tecnológica americana.
O CEO também descreverá o papel estratégico da Intel na economia dos EUA. Isso inclui a reabertura de fábricas de chips no país, o fortalecimento das cadeias de suprimentos e o investimento em centros de pesquisa avançada nos Estados Unidos.
Pessoas informadas sobre o assunto dizem que Tan planeja sugerir caminhos para que a Intel e o governo possam cooperar mais estreitamente, desde iniciativas de treinamento da força de trabalho até colaborações em pesquisas de IA de ponta.
Em uma breve declaração pública na semana passada, Tan disse que compartilhava o comprometimento dodentcom a segurança nacional e econômica dos EUA e acrescentou que a Intel continuaria a servir como uma parceira confiável para o governo dos Estados Unidos.
Intel reforça compromissos de segurança nacional
A pressão sobre Tan se intensificou depois que a Reuters noticiou, em abril, que ele havia investido mais de US$ 200 milhões em centenas de empresas chinesas de manufatura avançada e chips. Algumas dessas empresas foram posteriormente vinculadas a projetos militares e de defesa chineses.
A liderança anterior de Tan na Cadence Design Systems também foi questionada. Em 2021, descobriu-se que a empresa havia vendido software para uma universidade militar chinesa, supostamente envolvida na simulação de explosões nucleares.
No mês passado, Cadence concordou em se declarar culpado e pagar mais de US$ 140 milhões para resolver as acusações criminais nos EUA sobre essas vendas. Tan não foi acusado pessoalmente, mas críticos dizem que o episódio levanta questões sobre sua supervisão e tomada de decisões.
Analistas de segurança alertam que os EUA não podem se dar ao luxo de ignorar os riscos potenciais no setor de semicondutores. Os chips são essenciais para atronde consumo e vitais para sistemas de defesa, satélites e aplicações de inteligência artificial.
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