Elon Musk afirma: Novos modelos autônomos da Nvidia não ameaçam o sistema da Tesla pelos próximos 5 a 6 anos
O CEO da Tesla, Elon Musk, traçou uma linha clara no asfalto: a concorrência da Nvidia no setor de veículos autônomos não representa uma ameaça imediata. Segundo ele, a vantagem tecnológica da montadora elétrica tem um horizonte de segurança de, no mínimo, meia década.
Um respiro estratégico
A declaração surge em um momento de intensa especulação sobre o futuro da direção autônoma. Enquanto a Nvidia avança com seu hardware de ponta, Musk projeta confiança no ecossistema integrado da Tesla—que combina chips proprietários, software e uma frota massiva de dados coletados nas ruas. A aposta é que esse conjunto leva anos para ser replicado.
O cronograma da disrupção
Os cinco a seis anos citados por Musk não são um palpite aleatório. Eles refletem o ciclo de desenvolvimento, validação e regulamentação necessário para uma tecnologia que lida com vidas humanas. É o tempo que a Tesla acredita ter para consolidar sua liderança antes que os rivais alcancem maturidade operacional similar.
Um olhar para o mercado
Para os investidores, a fala acalma temores de uma desvalorização rápida da vantagem competitiva da Tesla. No entanto, serve também como um lembrete—a corrida pela autonomia total é uma maratona, não um sprint. E, como em qualquer maratona, quem lidera no primeiro quilômetro não garante a vitória final. (Afinal, no mundo das finanças, um "cinco anos" pode ser uma eternidade—ou o tempo que leva para o próximo relatório trimestral desfazer o otimismo do anterior).
A bola agora está com a Nvidia e outras gigantes do setor. Terão elas a paciência—e o capital—para perseguir a Tesla em uma jornada que se estende por boa parte desta década? A resposta definirá não apenas o futuro dos transportes, mas o próximo capítulo da disputa tecnológica mais cara do mundo.
Elon alfineta Jensen enquanto este se mantém educado
Elon não ignorou o problema apenas uma vez. Em outra publicação, ele disse que a Nvidia achará "fácil chegar a 99%, mas extremamente difícil resolver a longa cauda da distribuição". Aquele 1% no final? É aí que todos estão travados.
Jensen, no entanto, sempre mantém um tom amigável. Durante uma sessão de perguntas e respostas, ele classificou o sistema FSD da Tesla como "de classe mundial" e "de última geração". Mas também destacou a diferença. "Nosso sistema é realmente bastante abrangente porque somos um provedor de plataforma tecnológica. Essa é a principal diferença", afirmou.
Tradução: A Nvidia fornece o software para as montadoras de carros. A Tesla fabrica os carros.
A Tesla já possui um pequeno serviço de robotáxis em Austin. Há também um em São Francisco, mas ainda com um motorista no carro. Elon Musk disse em agosto passado que eles estão treinando um novo modelo de FSD (Full Self-Driving). Ele vem falando sobre carros autônomos há anos. Ainda é um serviço supervisionado, mas eles estão testando.
Longa história, acordos conjuntos e bilhões em jogo
Em 2016, ninguém se importava com o supercomputador DGX-1 da Nvidia, exceto o nerd Elon Musk. Ele [como se sabe] foi o primeiro comprador, e Jensen fez a entrega pessoalmente, selando o que parece ser uma amizade de uma década, pelo menos até 2026.
Naquela época, Jensen disse que Elon era a "GPU definitiva" devido à rapidez com que lidava com grandes projetos. Elon gostava de sua ética de trabalho e a chamava de "radical"
Essa mesma máquina DGX-1 tornou-se parte da pesquisa inicial da OpenAI, e posteriormente a Tesla utilizou chips da Nvidia na primeira versão de seu computador FSD.
Jensen disse certa vez que se arrepende de não ter dado mais financiamento a Elon para o xAI, então agora a Nvidia está apoiando o projeto, construindo um gigantesco centro de dados chamado Colossus II para o xAI, repleto de GPUs da Nvidia.
Os dois rapazes também estão trabalhando em um grande projeto na Arábia Saudita com uma startup local chamada Humain AI, algo que o Cryptopolitan noticiou anteriormente ao vivo.
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