Idosos na Índia são alvo: como esquemas fraudulentos de criptomoedas drenam economias de uma vida
O sonho de riqueza rápida transforma-se em pesadelo para uma geração mais velha. Não são apenas jovens entusiastas a cair na armadilha; agora, os golpistas miram com precisão os aposentados indianos, prometendo retornos impossíveis em 'oportunidades' de cripto.
O Modus Operandi da Decepção
Os esquemas operam com um roteiro familiar, mas com um alvo renovado. Aproveitam-se da menor familiaridade tecnológica e do desejo de segurança financeira na terceira idade. As táticas vão desde grupos falsos no WhatsApp, repletos de testemunhos fabricados, até 'consultores' pessoais que exercem pressão emocional, garantindo que o investimento é '100% seguro' – uma garantia que, no mundo volátil dos ativos digitais, nem os projetos mais legítimos ousam dar.
Por Que os Idosos se Tornaram o Alvo Perfeito?
A combinação é tóxica: economias acumuladas ao longo de décadas, uma certa ingenuidade perante a complexidade do setor de cripto, e o medo de ficar para trás numa economia em rápida digitalização. Os golpistas não vendem apenas criptomoedas; vendem a ilusão de inclusão e de legado financeiro para a família.
O Preço da Desconfiança
Cada história de fraude bem-sucedida não rouba apenas dinheiro; corrói a confiança pública no ecossistema de ativos digitais como um todo. Enquanto a FSA (Autoridade de Serviços Financeiros, em sua versão local) corre para criar avisos e regulamentações, os criminosos já migraram para a próxima plataforma ou token obscuro. É um jogo de gato e rato onde o rato, frequentemente, tem a vantagem da velocidade e do anonimato.
O fecho irônico? Enquanto os idosos perdem suas economias reais em esquemas fictícios, alguns desses mesmos golpistas provavelmente estão alocando seus lucros ilícitos em... criptomoedas de verdade. A ironia é tão cortante quanto a perda.
Idosos indianos perdem dinheiro em plataformas de investimento em criptomoedas fraudulentas
Segundo a denúncia feita pela primeira vítima, ela foi abordada pelo administrador de um grupo do Telegram após se encontrar em um grupo que identificou dent AP Helping Hand India. O administrador se apresentou como Aman Kumar e disse que trabalhava com negociação de ações. A vítima alegou que o golpista lhe disse que tinha várias maneiras de ajudá-la a ganhar dinheiro, mas prometeu ajudá-la a obter altos retornos com arbitragem de criptomoedas.
A vítima alegou que, após concordar em investir, pagou uma taxa de inscrição inicial de 8.500 rúpias (ou US$ 100) em setembro de 2025. Após o pagamento, foi instruído a baixar o Base, uma carteira de criptomoedas, por meio de um link fornecido pelos golpistas. Além disso, foi solicitado que compartilhasse seus dados pessoais e bancários antes de começar a investir usando o aplicativo. A polícia indiana informou que, após o investimento, os golpistas assumiram o controle de sua conta.
Em comunicado divulgado pela polícia indiana, foi informado que os golpistas alegaram ser essa a única maneira de ajudá-lo a maximizar o retorno de seus investimentos. A polícia mencionou que a conta era operada por um dos fraudadores, que se identificou como Ajit Doval, gerente de distribuição de lucros da plataforma. Após algum tempo, os golpistas mostraram à vítima um painel falso com um saldo de conta de 4,55 crore de rúpias, ou US$ 5,48 milhões.
Golpistas agora estão visando vítimas idosas
A polícia mencionou que exibir um saldo elevado era uma tática usada pelos golpistas para forçar as vítimas a fazerem depósitos maiores. Entre 4 de setembro e 27 de dezembro, a vítima transferiu mais de 2,58 milhões de rúpias (cerca de US$ 310.000) para os criminosos, supostamente para investimentos, impostos e taxas de transação. O problema começou depois que ele tentou fazer vários saques, todos sem sucesso, mesmo após pagar impostos adicionais para poder retirar os fundos.
A vítima alegou ter confrontado os golpistas após enfrentar problemas com saques, mas eles exigiram o pagamento de mais 80 lakh de rúpias (cerca de US$ 96.000) para processar o saque. Foi então que a vítima percebeu que havia caído em um golpe e denunciou o caso à polícia cibernética de Rachakonda. A polícia indiana afirmou ter registrado um boletim de ocorrência com base nas seções relevantes da Lei de Narcóticos Bancários (BNS), juntamente com as Seções 66C e 66D da Lei de Tecnologia da Informação.
No segundo caso, um gerente de banco aposentado de 69 anos perdeu mais de 63,15 lakh de rúpias (cerca de US$ 76.000) após ser contatado pelo WhatsApp por alguém que se dizia corretor da bolsa nos Estados Unidos. A polícia informou que a vítima foi induzida a se cadastrar em um portal falso e investiu inicialmente 13,56 lakh de rúpias (cerca de US$ 16.300). Posteriormente, solicitado que pagasse valores adicionais, elevando o prejuízo total para cerca de 63,15 lakh de rúpias (cerca de US$ 76.000). Após gastar todas as suas economias, ele percebeu que havia caído em um golpe e procurou a polícia.
Não leia apenas notícias sobre criptomoedas. Entenda-as. Assine nossa newsletter. É grátis .