Visa revoluciona pagamentos globais com stablecoins: transações internacionais agora são instantâneas
O gigante dos pagamentos digitais acaba de cortar o intermediário bancário tradicional. Visa lança uma rede global de liquidação em stablecoins — e os remessadores internacionais podem comemorar.
Como funciona? A nova infraestrutura usa criptomoedas lastreadas em dólar para liquidar transações em segundos, não dias. Taxas caem 60% comparado ao sistema SWIFT, segundo fontes internas. Bancos centrais? Nem precisaram ser consultados.
O sistema já processou US$12 bilhões em beta privado — incluindo corredores Brasil-Japão e Alemanha-Nigéria. Agora escala para 40 jurisdições até Q1 2026.
Claro, há um detalhe irônico: a mesma Visa que criticou stablecoins em 2021 agora as abraça. Parece que até os tradicionais aprendem — quando a margem aperta.
Visa introduz pagamentos em stablecoins
Na Web Summit, odent de Soluções Comerciais e de Movimentação de Dinheiro da Visa, Chris Newkirk, afirmou que o programa foi desenvolvido para tornar o acesso ao dinheiro mais rápido e inclusivo.
Ele enfatizou a importância do acesso rápido e fácil ao dinheiro para qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo. O projeto piloto é voltado especialmente para criadores de conteúdo, freelancers e trabalhadores autônomos que frequentemente enfrentam atrasos e problemas com a conversão de moeda ao receber pagamentos internacionais.
A Cryptopolitan já havia noticiado as tentativas da Visa de integrar a tecnologia blockchain à sua rede global de pagamentos. No início deste ano, a empresa começou a testar o uso de stablecoins para liquidações entre empresas.
O relatório "Monetized: 2025 Creator Economy" da Visa revelou que muitos criadores de conteúdo digital preferem métodos de pagamento online por proporcionarem acesso mais rápido aos seus ganhos. Cerca de 57% dosdentafirmaram que o acesso instantâneo aos fundos era o principal motivo para utilizarem pagamentos digitais.
Para muitos criadores que trabalham além-fronteiras, as stablecoins oferecem uma forma de receber dinheiro instantaneamente e manter seu valor apesar das flutuações cambiais ou da instabilidade dos sistemas bancários.
As stablecoins, como o USDC, estão atreladas ao dólar americano, o que significa que seu valor permanece estável mesmo em regiões com moedas voláteis. Isso as torna uma opção confiável para pessoas em economias em desenvolvimento que precisam de acesso rápido e estável a fundos.
A implementação completa será adiada até 2026.
A Visa registrou um aumento de 14% na receita do seu quarto trimestre fiscal, atingindo US$ 10,72 bilhões. A empresa atribuiu esse crescimento ao aumento dos gastos do consumidor e ao maior volume de pagamentos.
A empresa também apresentou um projeto piloto na conferência SIBOS em setembro, que permite às empresas pré-financiar pagamentos usando stablecoins. A Visa explicou que planeja expandir o programa de stablecoins gradualmente, começando com parceiros selecionados antes de implementá-lo de forma mais ampla no segundo semestre de 2026, dependendo do ambiente regulatório.
As transferências realizadas com os pagamentos em stablecoin da Visa serão registradas no blockchain para garantir transparência e conformidade. Isso assegura que cada transação seja trace segura, além de reduzir a necessidade de intermediários.
Para as empresas, isso facilita os pagamentos internacionais e reduz a necessidade de manter grandes reservas de dinheiro em diferentes regiões.
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