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Rio de Janeiro planeja estabelecer ecossistema para se consolidar como capital brasileira do Bitcoin

Rio de Janeiro planeja estabelecer ecossistema para se consolidar como capital brasileira do Bitcoin

Published:
2025-04-20 11:00:00

A cidade do Rio de Janeiro está desenvolvendo estratégias para fomentar uma comunidade robusta em torno da criptomoeda Bitcoin, com o objetivo de se posicionar como o principal polo de adoção e inovação em blockchain no Brasil. As iniciativas incluem a criação de infraestrutura adequada, programas educacionais e parcerias com empresas do setor para atrair investimentos e talentos na área de tecnologias financeiras descentralizadas.

O Rio de Janeiro intensificou sua estratégia para se consolidar como a capital das criptomoedas no Brasil. Após adotar o Bitcoin como forma de pagamento de impostos municipais, a cidade agora quer formar uma comunidade unificada que una governo, empresas, desenvolvedores e usuários em torno de um objetivo comum: tornar o Rio a referência nacional no mercado cripto.

Sidney Levy, presidente da Invest.Rio, agência de investimentos da Prefeitura, lidera a proposta. Ele acredita que o Rio pode conquistar protagonismo com base em colaboração estratégica. ‘Os negócios de sucesso criaram comunidades fortes. O Rio precisa reunir pessoas com interesses comuns no avanço do mercado de criptoativos’, afirmou Levy.

A Invest.Rio criou o Crypto Rio, um grupo de trabalho formado por representantes do setor privado e do poder público. Dessa forma, a proposta do grupo é simples: fomentar um ambiente colaborativo, onde até mesmo empresas concorrentes possam dialogar e definir pautas em comum com o governo.

‘O governo não cria desenvolvimento, mas cria condições para que isso aconteça’, explicou Levy. A Invest.Rio pretende intermediar o diálogo entre investidores, startups, desenvolvedores e universidades, construindo uma agenda conjunta para fortalecer o setor no estado.

Rio de Janeiro, a cidade Bitcoin do Brasil

A prefeitura também investe em infraestrutura física para acomodar esse novo ecossistema. No Porto Maravalley, região central da cidade, startups e empresas cripto já operam com apoio institucional. Além disso, a gestão do prefeito Eduardo Paes reduziu o ISS de empresas de tecnologia de 5% para 2%, medida que atrai novos empreendedores.

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Além disso, 10 mil profissionais se formam anualmente nas universidades do Rio em áreas estratégicas como tecnologia, engenharia, matemática e ciência da computação. Esse fator, somado à energia limpa disponível na cidade, reforça a atratividade do Rio para negócios de tecnologia.

A visão da prefeitura também passa pelo poder simbólico da cidade. Segundo Levy, o Rio é a ‘caixa de ressonância’ ideal para o universo cripto. A combinação de carisma internacional, capital humano e vontade política torna o ambiente fértil para inovações.

Em paralelo, a PUC-Rio anunciou uma parceria com a Fundação Cardano, um dos melhores projetos de criptomoedas do mundo, e a Petrobras. O objetivo é investir em pesquisa e desenvolvimento em blockchain, reforçando a posição da cidade como referência no setor. A iniciativa mostra que o Rio não apenas fala sobre cripto, mas já age concretamente para liderar o movimento.

Levy, no entanto, mantém os pés no chão. ‘O sonho é tornar o Rio a capital das criptomoedas, mas isso não se faz sozinho’, disse. Ele reforça que a cidade precisa do apoio de empreendedores, empresas e universidades para transformar esse plano em realidade.

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