Google investe pesado em cripto: desembolsa US$ 1,4 bi para ampliar participação em mineradora
O gigante das buscas está cavando mais fundo no mundo das criptomoedas – literalmente.
Em um movimento que mistura aposta tecnológica com estratégia financeira, a Google ampliou sua participação em uma mineradora de criptoativos com um investimento bilionário. O valor? Nada modestos US$ 1,4 bilhão.
Por que mineradoras importam:
- Infraestrutura crítica para blockchains proof-of-work
- Receita atrelada ao preço das criptomoedas
- Peça-chave na geopolítica da descentralização
A jogada acontece enquanto Wall Street ainda debate se cripto é 'modinha' ou classe de ativos legítima – e enquanto a Google busca novas fontes de receita além de anúncios digitais.
Cínico? Talvez. Estratégico? Definitivamente. Afinal, quando o dinheiro está em jogo, até os gigantes da tech viram garimpeiros digitais.
As ações da TeraWulf (WULF) subiram cerca de 13% após a empresa anunciar a expansão da parceria com a plataforma de nuvem de inteligência artificial Fluidstack em seu campus Lake Mariner, no estado de Nova York.
O anúncio veio após a assinatura de um contrato de hospedagem de infraestrutura de inteligência artificial com duração de 10 anos entre as duas empresas. O acordo prevê a construção de um novo data center, denominado CB-5, com capacidade crítica de 160 MW. A previsão é que as operações tenham início no segundo semestre de 2026.
Com essa expansão, a Fluidstack passa a ter aproximadamente 360 MW de carga crítica de TI contratada no campus Lake Mariner. Isso representa US$ 6,7 bilhões em receita já garantida e potencial de alcançar US$ 16 bilhões em caso de prorrogação dos contratos de arrendamento.
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Google investe pesado em mineradora de criptomoedas
O movimento também envolve a participação do Google, que reforçou seu papel como parceiro estratégico da TeraWulf. No mesmo anúncio, a companhia comunicou um aporte adicional de US$ 1,4 bilhão para suporte ao financiamento de dívidas relacionadas ao projeto.
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Como parte do acordo, o Google recebeu warrants para adquirir 32,5 milhões de ações ordinárias da TeraWulf, elevando sua participação acionária para 14%. No total, a gigante tecnológica já comprometeu US$ 3,2 bilhões em backstops para apoiar os projetos da TeraWulf.
De acordo com o CEO da TeraWulf, Paul Prager, a ampliação reforça a posição do campus Lake Mariner como um dos maiores polos de computação de alto desempenho (HPC) dos Estados Unidos.
Conforme apontou o CTO da companhia, Nazar Khan, o CB-5 seguirá o mesmo padrão dos prédios anteriores, sendo projetado para cargas de trabalho de alta densidade e resfriamento líquido. A estrutura contará com linhas de transmissão duplas de 345 kV, sistema sustentável de resfriamento por água e conectividade de baixa latência, pontos que, segundo o executivo, oferecem condições para expansões futuras de acordo com o crescimento da demanda da Fluidstack.
PublicidadeAtualmente, TeraWulf e Fluidstack seguem em negociações para possíveis ampliações adicionais no campus Lake Mariner, consolidado como uma das maiores instalações de HPC do país.
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