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Criptomoedas sob ataque: 17 explorações em julho drenam US$ 142 milhões do setor

Criptomoedas sob ataque: 17 explorações em julho drenam US$ 142 milhões do setor

Published:
2025-08-04 10:00:37

O mês de julho trouxe um banho de sangue para o ecossistema cripto — hackers sugaram fundos como vampiros em uma noite de lua cheia.

Os números não mentem: 17 ataques separados, US$ 142 milhões evaporados. E não, esses não são investidores arrependidos pulando do prédio — são protocolos sangrando ativos digitais enquanto você lia esse parágrafo.

Enquanto os exchanges tradicionais dormiam no ponto com sua regulamentação antiquada, a Web3 mostrou mais uma vez que sua "auto-custódia" vem com um manual de primeiros socorros escrito em hieróglifos.

Mas ei — pelo menos os tokens de memes continuam bombando, certo? Prioridades.

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O setor de criptomoedas enfrentou um aumento nos incidentes de segurança em julho, inclundo ataques hackers, com prejuízos totais estimados em US$ 142 milhões, de acordo com levantamento divulgado pela empresa de segurança blockchain PeckShield.

A análise da empresa apontou que houve cerca de 17 ataques significativos durante o mês. Isso representa uma alta de 27,2% em relação aos US$ 111,6 milhões em perdas registradas em junho.

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Entre os casos monitorados, cinco grandes invasões concentraram a maior parte dos valores desviados. O maior prejuízo foi registrado pela CoinDCX, uma das principais exchanges da Índia, que perdeu US$ 44,2 milhões após um ataque em 19 de julho.

Hacks com criptomoedas em Julho – Fonte:
PeckShieldAlert
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Ataques no setor de criptomoedas

De acordo com a polícia de Bengaluru, o incidente envolveu um golpe com falsas ofertas de emprego. Um funcionário da empresa acabou instalando um malware em seu laptop corporativo. Isso permitiu que os invasores tivessem acesso à infraestrutura da exchange e, consequentemente, às criptomoedas.

Outro caso de grande repercussão foi o ataque à GMX, uma plataforma descentralizada de negociação perpétua. O prejuízo inicial foi de US$ 42 milhões, mas os invasores devolveram cerca de US$ 40,5 milhões posteriormente. Entre os ativos recuperados estão aproximadamente 10 mil ETH e 10,5 milhões de FRAX, conforme informado pela PeckShield.

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A exchange BigONE também foi alvo de ataque, com perdas estimadas em US$ 28 milhões, seguida pela WOO X, com US$ 12 milhões desviados. O Future Protocol fechou a lista das cinco maiores violações, com US$ 4,2 milhões em ativos roubados.

Os dados da PeckShield reforçam o alerta para o crescimento dos ataques cibernéticos direcionados ao setor de criptomoedas, destacando a importância de práticas rigorosas de segurança e de conscientização interna, especialmente no que se refere a engenharia social.

Ataque ao Banco Central do Brasil

Embora não esteja na lista por não envolver criptomoedas diretamente, em julho também foi revelado um ataque ao Banco Central do Brasil.

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De acordo com as autoridades brasileiras, o ataque ocorreu por meio da infraestrutura tecnológica da C&M Software. O incidente de segurança resultou no desvio de mais de R$ 1 bilhão em ativos de pelo menos seis instituições financeiras, incluindo Bradesco, BMP e Credsystem. Trata-se de um dos maiores golpes já sofridos pelo sistema financeiro brasileiro.

As investigações revelam que os criminosos converteram os valores desviados em criptomoedas para dificultar o rastreamento.

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