Telegram revoluciona o mercado: carteira de criptomoedas chega a 87 milhões de usuários nos EUA
O mensageiro preferido dos entusiastas de cripto acaba de dar um salto estratégico.
Com uma jogada que pode redefinir a adoção mainstream, o Telegram está entregando uma carteira nativa de criptomoedas diretamente para 87 milhões de usuários norte-americanos - sem pedir permissão aos bancos tradicionais.
Integração sem atritos, adoção em massa
A movimentação coloca ativos digitais no bolso digital de uma base de usuários já acostumada a transações rápidas. A carteira opera dentro do ecossistema do Telegram, eliminando a necessidade de exchanges terceirizadas para conversas cotidianas.
Wall Street vai odiar este detalhe
Enquanto corretoras tradicionais ainda cobram taxas absurdas por transferências internacionais, a solução do Telegram promete liquidações quase instantâneas entre usuários - tudo na blockchain, sem intermediários rentistas.
O futuro chegou de fininho pelo seu inbox.
O Telegram acaba de liberar sua carteira de criptomoedas integrada, a TON Wallet, para seus 87 milhões de usuários nos Estados Unidos. A novidade permite que os estadunidenses enviem, recebam e gerenciem criptoativos diretamente no aplicativo, sem a necessidade de baixar carteiras externas ou criar contas adicionais.
A carteira, desenvolvida pela The Open Platform (TOP) e baseada na blockchain TON, é self-custodial. Isso quer dizer que, os usuários têm controle total sobre suas chaves privadas. Entre as funcionalidades estão transferências de stablecoins, troca de tokens, compra de criptomoedas sem taxas (via parceria com a MoonPay) e até staking para gerar renda passiva.
A TON Wallet já havia conquistado mais de 100 milhões de usuários globalmente em 2024. Entretanto, seu lançamento nos EUA foi adiado devido à incerteza regulatória. Andrew Rogozov, CEO da TOP, explicou à CNBC que, nos últimos meses, as condições mudaram, tornando o mercado americano mais atraente.
“Percebemos que há muitos entusiastas de cripto no Telegram, e a carteira é peça fundamental para essa infraestrutura”, disse Rogozov. “Queremos eliminar barreiras e facilitar o uso de criptomoedas em escala global.”
Para simplificar o acesso, a carteira utiliza um sistema de backup dividido. Uma parte vinculada à conta do Telegram e outra ao e-mail do usuário, eliminando a necessidade de guardar seed phrases (frases de recuperação). Além disso, a integração com Mini Apps do Telegram permite interação com aplicativos descentralizados (dApps) sem sair do aplicativo de mensagens.
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Estratégia e concorrência
Apesar do suporte a criptomoedas, o Telegram mantém distância de serviços financeiros regulamentados. A empresa terceirizou as funções como compra e venda de ativos para parceiros licenciados, como a MoonPay. Uma estratégia que visa afastar a empresa do radar da SEC, que tem sido criteriosa em relação a empresas que querem explorar o mercado de criptomoedas.
A chegada da TON Wallet aos EUA pode intensificar a competição com outras carteiras de criptomoedas, como Coinbase e Cash App, especialmente se o ecossistema cripto do Telegram ganhar força entre usuários convencionais.
Embora o Telegram tenha abandonado seu projeto de token próprio (Gram) em 2020 após pressão da SEC, a empresa continuou integrando funcionalidades baseadas na blockchain TON, como nomes de usuário tokenizados e um mercado de colecionáveis (Fragment).
Logo depois que o Telegram dos Estados Unidos anunciou o lançamento da carteira de criptomoedas integrada ao aplicativo, a criptomoeda nativa da blockchain TON (The Open Network), registrou alta de 3%. Nesta segunda-feira (21), o token chegou a US$ 3,57 e o volume negociado ultrapassou 46 milhões de unidades, segundo dados do CoinGecko.
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