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Coinbook domina o S&P 500 em junho: preparado para decolar ainda mais?

Coinbook domina o S&P 500 em junho: preparado para decolar ainda mais?

Published:
2025-06-30 11:00:23

O gigante das criptomoedas disparou enquanto Wall Street bocejava. Quem riu por último?

O desempenho da Coinbase superou todos os outros ativos do índice em junho - e os analistas estão revendo suas projeções para cima. Enquanto isso, os bancos tradicionais continuam tropeçando em regulamentações do século passado.

O mercado está finalmente acordando para o que os entusiastas de cripto sabem há anos: quando a maré sobe, os barcos digitais sobem primeiro - e mais rápido.

A Coinbase, maior corretora de criptomoedas dos Estados Unidos, encerra junho como a empresa com melhor desempenho do S&P 500, com uma alta acumulada de 44% no mês. O avanço é atribuído à combinação de boas notícias regulatórias, lançamentos de produtos e sua inclusão no índice no final de maio.

Desde o fundo do mercado em 8 de abril, após o anúncio de tarifas do presidente Donald Trump, a ação da Coinbase registra três meses consecutivos de valorização — a primeira sequência do tipo desde o fim de 2023. Na última quinta-feira, o papel atingiu seu maior valor desde o IPO em 2021.

Para analistas, os ganhos refletem a superação de dois fatores que pressionavam a companhia. O primeiro é a compressão de taxas, que não se concretizou, e incertezas regulatórias. Além disso, a aprovação no Senado do GENIUS Act, projeto de lei que estabelece o primeiro arcabouço federal para stablecoins atreladas ao dólar, também contribuiu para o bom desempenho.

O novo marco regula a emissão e o funcionamento de stablecoins nos EUA. Nesse sentido, fornece mais clareza jurídica para emissores, bancos e fintechs. Nesse contexto, a estreita relação da Coinbase com a Circle, empresa emissora da stablecoin USDC, tem chamado a atenção do mercado.

Ações da Coinbase – Fonte: Investing

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Circle se destaca e pode subir ainda mais

De acordo com um acordo de divisão de receita, a Coinbase retém 100% da receita gerada com USDC em sua plataforma. Além disso, detém quase 50% da receita com USDC fora da corretora — o que representa 99% do faturamento atual da Circle.

Além disso, a Coinbase não assume os custos operacionais da Circle. Portanto, segundo analistas, isso amplia o potencial de valorização da ação.

A companhia também tem ampliado sua atuação em serviços como custódia, staking, carteiras digitais e soluções com stablecoins. Em junho, por exemplo, anunciou parceria com a American Express para lançar um cartão de crédito com lastro em cripto, integração com a Shopify e uma plataforma de pagamentos com stablecoin para e-commerce.

Também fechou acordo com o JPMorgan para emitir um “token de depósito” na blockchain Base, desenvolvida pela própria Coinbase.

Apesar dos bons indicadores, analistas alertam para a queda no volume de negociações de criptoativos na plataforma desde abril. Afinal, isso pode afetar os resultados futuros.

Entretanto, há otimismo com possíveis novos avanços legislativos. Caso o CLARITY Act, que trata da estrutura do mercado de criptoativos, obtenha aprovação, analistas como Owen Lau, da Oppenheimer, projetam uma nova onda de valorização dos ativos digitais:

“Se o GENIUS Act nos trouxe o ‘verão das stablecoins’, o CLARITY Act pode inaugurar o ‘verão dos altcoins’”, disse à CNBC.

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