Circle, criadora do USDC, dispara contra o sistema tradicional com rede própria de pagamentos em stablecoins
Enquanto bancos tradicionais ainda brincam de CBDC, a Circle corta o intermediário e lança sua própria rede de pagamentos—tudo em stablecoins, é claro.
Sem pedir permissão, a empresa que já domina o mercado de dólares digitais agora quer a infraestrutura toda—e os bancos centrais podem ficar de fora da festa.
Parece que alguém finalmente decidiu que ’permissionless’ não é só buzzword—é estratégia. Quem precisa de reguladores quando você tem código?
A Circle, empresa responsável pela stablecoin USDC, anunciou o lançamento de sua nova rede de pagamentos com stablecoins chamada Circle Payments Network (CPN). Embora o lançamento tenha sido feito esta semana, a CPN já processa transações reais, com stablecoins.
De acordo com a empresa, o objetivo é transformar o mercado de pagamentos internacionais, hoje avaliado em US$ 190 trilhões. Embora não tenha mencionado oficialmente, a solução pode concorrer com outras plataformas de pagamento como Visa e Mastercard. Com a nova rede, a Circle promete pagamentos mais rápidos e seguros.
A CPN usa blockchain para permitir que bancos e provedores de pagamento troquem instruções e façam liquidações em tempo real, utilizando o USDC em blockchains públicas. Além disso, a rede suporta diversas aplicações, como pagamentos B2B entre fornecedores, remessas internacionais, consolidação de tesouraria, pagamentos recorrentes e até folha de pagamento e distribuições em massa.
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Nova rede de pagamentos com stablecoins
De acordo com a empresa, outro destaque é a integração com APIs e webhooks. As instituições conseguem ter total visibilidade sobre as transações e o status de conformidade, facilitando auditorias e controle operacional.
Segundo a Circle, atualmente, empresas como Alfred Latam, Tazapay, ConduitPay e RedotPay participam da CPN. Desse modo, corredores de stablecoins já estão funcionando entre a América Latina e a Ásia. A Circle afirma ainda que o lançamento da CPN representa a chegada de uma nova era para os pagamentos digitais, onde a infraestrutura institucional encontra a inovação das redes blockchain.
A Circle também destacou que ao longo de 2025, planeja expandir a solução para novas regiões. Entre os países que podem receber a tecnologia estão: Nigéria, União Europeia, Reino Unido, Colômbia, Índia, Emirados Árabes Unidos, China, Turquia, Filipinas, Vietnã e Argentina.
De acordo com a Circle, este é apenas o começo. A empresa quer ampliar o acesso a pagamentos rápidos e transparentes com stablecoins, ajudando instituições financeiras a superar os obstáculos típicos dos sistemas tradicionais.
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