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Solana e Aptos Disparam: A Corrida para Blindar Blockchains Contra Ataques Quânticos Já Começou

Solana e Aptos Disparam: A Corrida para Blindar Blockchains Contra Ataques Quânticos Já Começou

Published:
2025-12-20 12:00:58

Enquanto Wall Street ainda debate taxas de juros, Solana e Aptos estão resolvendo o próximo grande problema da finança: a ameaça existencial dos computadores quânticos.

O Relógio Está Correndo

Não é ficção científica. Pesquisadores estimam que dentro de uma década – talvez menos – máquinas quânticas poderão quebrar a criptografia que protege carteiras e valida transações hoje. A corrida para a pós-quantização não é um luxo; é uma necessidade de sobrevivência para qualquer blockchain que queira ver 2040.

Solana Acelera no Modo 'Turbo'

A rede, já famosa por sua velocidade, está integrando algoritmos resistentes a quânticos em seu roadmap de desenvolvimento. A estratégia? Uma transição gradual que não sacrifica a performance atual. A equipe está explorando esquemas como a criptografia baseada em reticulados, considerada um forte candidato para resistir ao poder de processamento quântico.

Aptos Constrói com o Futuro em Mente

Construído na linguagem Move, o Aptos tem a agilidade arquitetônica como seu trunfo. Seu diferencial está em projetar a resistência quântica diretamente no protocolo de consenso e na camada de assinatura de transações desde o início. É uma aposta de que a segurança de longo prazo supera otimizações de curto prazo.

O Que Isso Significa para Você?

Seus ativos digitais. Suas transações. Tudo depende dessa camada invisível de matemática. A migração para padrões pós-quânticos será uma das atualizações mais críticas – e caras – na história das criptomoedas. Prepare-se para forks, debates acalorados e, inevitavelmente, alguns projetos ficando para trás.

O jogo mudou. A próxima geração de blockchains não será julgada apenas por transações por segundo, mas por décadas de segurança à prova de futuro. Enquanto isso, os bancos tradicionais provavelmente ainda estarão tentando atualizar seus mainframes dos anos 90.

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O avanço da computação quântica deixou de ser um conceito distante e passou a representar risco real para as blockchains. Com essa mudança de cenário, redes como Solana e Aptos iniciaram testes e propostas para adotar padrões pós-quânticos que possam proteger transações e validadores nas próximas décadas.

A Fundação Solana confirmou que conduziu uma avaliação completa da rede em parceria com a empresa de segurança Project Eleven. O estudo testou assinaturas digitais resistentes a ataques quânticos dentro de um testnet dedicado. A ideia foi verificar se transações pós-quânticas podem rodar sobre a camada atual da rede sem causar interrupções.

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Estamos nos preparando para o futuro“, escreveu a Solana Foundation no X. A entidade afirma que o objetivo é manter a rede segura por muitos anos, mesmo em um cenário de avanço rápido da computação quântica.

Solana testa assinaturas pós-quânticas em ambiente real

Segundo a fundação, o testnet criado pelo Project Eleven utilizou assinaturas digitais pós-quânticas para avaliar riscos e validar compatibilidade. O teste ocorreu após uma análise de ameaça mais ampla, que considerou possíveis ataques capazes de quebrar modelos criptográficos atuais.

O vice-presidente de tecnologia da Solana Foundation, Matt Sorg, afirmou que proteger a base criptográfica é uma responsabilidade de longo prazo. Ele lembrou que, embora computadores quânticos ainda não representem ataque imediato, o planejamento antecipado é crucial.

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A iniciativa se soma a medidas anteriores da Solana. Em janeiro, os desenvolvedores lançaram o Winternitz Vault, recurso opcional de carteira com assinaturas baseadas em hash. Ele cria novas chaves para cada transação e protege usuários sem modificar o protocolo central.

Sorg afirmou que 2025 será marcado pela entrega de um segundo cliente e por avanços no mecanismo de consenso da rede. Para ele, esforços como os do Project Eleven mostram que o ecossistema está reforçando a resiliência de longo prazo de forma concreta.

Aptos propõe assinatura pós-quântica como opção

A rede Aptos também mira reforços. Um novo processo de governança, chamado AIP-137, propõe adicionar o esquema de assinatura pós-quântica SLH-DSA como opção para usuários. O esquema foi desenvolvido com base em estudos do NIST, utilizando SHA-256 e evitando dependência de novos modelos criptográficos.

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A Aptos Labs explicou que a proposta não exigirá migração obrigatória e que o Ed25519 continuará como padrão. Usuários que desejarem proteção adicional poderão ativar a assinatura pós-quântica ao criar contas específicas.

O ponto negativo está na eficiência: as assinaturas são maiores e levam mais tempo para serem verificadas. Isso pode aumentar carga na rede caso muitos usuários adotem o sistema.

Mesmo assim, a Aptos Labs descreveu o AIP-137 como preparação estratégica, não resposta emergencial. A empresa destacou que o plano permite à rede se antecipar a mudanças tecnológicas, sem agir sob pressão.

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A discussão sobre segurança pós-quântica ecoa em redes como Bitcoin, Ethereum e Zcash, cujos desenvolvedores também debatem padrões resistentes ao futuro. A preocupação central é que máquinas quânticas avançadas possam derivar chaves privadas e forjar transações.

Ainda assim, especialistas pedem calma. O cofundador da Blockstream, Adam Back, afirmou que o risco é mínimo no curto prazo. Ele disse que a tecnologia ainda enfrenta obstáculos enormes e que estamos “décadas longe” de um ataque viável. Mesmo assim, concordou que é razoável que blockchains se preparem desde já.

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