Alerta: Conheça as plataformas que podem travar suas criptomoedas em 2025
O mercado cripto não perdoa – e alguns players estão com o dedo no gatilho para congelar seus ativos digitais.
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No final, a ironia: a mesma ‘segurança’ que atraiu você para essas plataformas pode ser o motivo do seu próximo SOS cripto.
Um relatório do Lazarus Security Lab, da corretora Bybit, mostrou que pelo menos 16 grandes blockchains já possuem mecanismos técnicos que permitem congelar ou restringir o acesso a criptomoedas de usuários. Outras 19 redes poderiam implementar recursos semelhantes com pequenas alterações em seus protocolos, segundo o estudo.
A análise foi motivada pelo caso da Sui Foundation, que em maio bloqueou US$ 223 milhões em ativos roubados da Cetus DEX ao incluir os endereços dos invasores em uma lista de bloqueio. O episódio reacendeu o debate sobre até que ponto as blockchains permanecem descentralizadas quando passam a adotar medidas de controle direto sobre carteiras e transações.
PublicidadeTrês mecanismos principais de bloqueio de criptomoedas
O levantamento avaliou 166 redes, combinando varreduras automatizadas com validações manuais. De acordo com a Bybit, há três principais formas de congelamento de fundos em operação atualmente:
- Congelamento embutido no código (hardcoded) – presente em blockchains como BNB Chain, VeChain, Chiliz, VIC e XDC. Esse método permite que fundações ou desenvolvedores bloqueiem rapidamente endereços considerados maliciosos. A VeChain, por exemplo, utilizou a técnica pela primeira vez em 2019, após o roubo de US$ 6,6 milhões. Enquanto isso, a BNB Chain aplicou-a em 2022 para conter as perdas de um ataque de US$ 570 milhões.
- Bloqueio por arquivos de configuração – usado em ao menos dez redes, entre elas Sui, Aptos, Linea e Waves. Esse formato permite adicionar endereços suspeitos a uma lista privada e reiniciar a rede para efetivar o congelamento, sem necessidade de divulgar a ação publicamente.
- Bloqueio por contratos inteligentes – identificado apenas na HECO Chain, esse modelo realiza o congelamento via smart contracts, dispensando a reinicialização dos nós.
Debate sobre descentralização e segurança
Para a Bybit, essas ferramentas têm se tornado mecanismos de resposta emergencial em casos de grandes invasões. As técnicas permitem às redes limitar o impacto de ataques e proteger usuários. Contudo, o relatório ressalta que tais recursos concentram poder em um número restrito de desenvolvedores e validadores. Isso pode comprometer o princípio de descentralização que fundamenta o ecossistema cripto.
O estudo também mapeou 19 outras blockchains que poderiam adotar o congelamento de ativos com ajustes mínimos em seus códigos, incluindo ATOM, DYDX, KAVA, LUNA, MANTRA e SEI.
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“A blockchain nasceu sob a ideia de descentralização, mas muitas redes estão desenvolvendo mecanismos pragmáticos de segurança para agir rapidamente diante de ameaças”, afirmou David Zong, chefe de controle de risco e segurança do grupo Bybit.
Com o aumento de ataques e fraudes no setor, a discussão sobre o equilíbrio entre segurança e autonomia dos usuários ganha novo peso entre desenvolvedores, investidores e reguladores.
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