Volume de transações com stablecoins dispara 83% em apenas um ano
O mercado de criptomoedas testemunha crescimento explosivo nas transações com stablecoins
Dados recentes revelam que o volume de transações com stablecoins aumentou impressionantes 83% no comparativo anual - um sinal claro de que os investidores estão buscando estabilidade em meio à volatilidade do mercado.
Adoção institucional acelera
Corretoras tradicionais e fintechs estão integrando stablecoins em suas plataformas a um ritmo acelerado. A demanda por ativos digitais lastreados em moedas fiduciárias nunca foi tão alta, com traders usando essas ferramentas para proteger ganhos e executar estratégias sofisticadas.
Liquidez em alta velocidade
As transações com stablecoins estão dominando os volumes de exchange, oferecendo liquidez instantânea e custos reduzidos comparados aos sistemas financeiros tradicionais. Enquanto os bancos ainda debatem sobre stablecoins, o mercado já está votando com suas carteiras digitais.
O crescimento de 83% não é apenas um número - é um sinal de que o futuro das finanças está se estabilizando, literalmente. E os bancos centrais? Ainda tentando entender o que aconteceu.
O mercado de stablecoins continua a ganhar força globalmente. De acordo com um relatório recente da TRM Labs, o volume total de transações com moedas estáveis cresceu 83% em comparação com o ano anterior, alcançando níveis recordes em 2025.
O levantamento confirma a tendência de que as stablecoins estão se tornando um dos principais instrumentos financeiros do ecossistema cripto e ampliando seu papel nas economias digitais.
PublicidadeA análise mostra que o volume movimentado superou US$ 9 trilhões entre janeiro e setembro, impulsionado pelo uso crescente dessas moedas em remessas internacionais, pagamentos corporativos e operações de trading. Esse avanço representa não apenas uma recuperação após o período de retração em 2022 e 2023, mas também uma mudança estrutural na forma como investidores e empresas utilizam o dinheiro digital.
De acordo com a TRM Labs, as stablecoins atreladas ao dólar, como USDT (Tether) e USDC (Circle), continuam dominando o mercado, respondendo por mais de 90% de todas as transações registradas no último ano. No entanto, o relatório também destaca o crescimento de stablecoins regionais e institucionais, incluindo versões lastreadas em moedas locais na América Latina e na Ásia.
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Crescimento das stablecoins
O relatório aponta ainda que o maior crescimento ocorreu em países emergentes, onde a demanda por proteção cambial e liquidez digital aumentou substancialmente. Nessas regiões, as stablecoins passaram a ser alternativas reais ao sistema bancário tradicional, permitindo pagamentos instantâneos, custos menores e maior acesso financeiro. No Brasil, por exemplo, dados do Banco Central mostram que as transações com stablecoins já superam as com Bitcoin em volume diário.
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Analistas afirmam que esse movimento tem implicações diretas sobre a infraestrutura financeira global.
“As stablecoins estão assumindo o papel que as fintechs tiveram há uma década. Elas conectam economias, simplificam remessas e permitem inclusão financeira sem depender de bancos tradicionais”, explicou Marina Duarte, pesquisadora da TRM Labs.
Segundo ela, o crescimento acelerado reforça a necessidade de regras claras e interoperabilidade entre blockchains, especialmente para stablecoins emitidas por empresas privadas.
Além disso, o relatório observa uma mudança no perfil dos usuários. Instituições financeiras, gestoras de fundos e até governos começam a explorar stablecoins para liquidação de ativos e operações transfronteiriças. O lançamento de projetos de moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) também impulsionou o debate sobre como esses dois instrumentos podem coexistir.
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