Notícias ETH: Por Que as Instituições Continuam Escolhendo a Ethereum em Vez de Outras Blockchains?
Milana Valmont, cofundadora da Valmont Group, uma empresa de consultoria em estrutura de mercado e ativos digitais, argumentou em uma publicação recente que a maior mudança da Ethereum aconteceu enquanto a maior parte do setor de criptomoedas estava ocupada assistindo seu preço cair.
De acordo com Valmont, enquanto os traders passaram anos comparando o ETH a blockchains mais rápidas e declarando sua morte, a Ethereum seguiu em uma direção diferente. Longe da especulação e em direção à infraestrutura.
Por Que as Blockchains Privadas Falharam e a Ethereum Venceu
Valmont observou que as instituições primeiro tentaram construir em blockchains privadas e permissionadas. Ela comparou isso à forma como as empresas construíram intranets antes da internet pública dominar. O resultado foi o mesmo todas as vezes.
“A liquidez ficou fragmentada. Os padrões divergiram. Os efeitos de rede nunca se materializaram completamente”, escreveu ela.
As blockchains públicas resolveram esses problemas. Mas as instituições precisavam de mais do que velocidade. Elas precisavam de segurança, neutralidade e um histórico comprovado sob estresse real, com dinheiro real em jogo. Segundo Valmont, a Ethereum é a única blockchain programável que provou todos os três requisitos ao longo de um ciclo completo de mercado.
A Aprovação dos ETFs Mudou a Equação
Valmont afirmou que a aprovação dos ETFs de Ethereum e a resolução das investigações sobre a prova de participação (proof-of-stake) removeram uma grande barreira para o capital institucional.
“O capital NÃO SE MOVE até que a incerteza seja reduzida a um nível aceitável”, ela declarou.
Uma vez resolvido isso, a tokenização em blockchains públicas passou de experimental para competitiva.
Ethereum como “Middleware Financeiro”
Valmont descreveu a Ethereum não como um ativo isolado, mas como um “middleware financeiro”. Uma camada base NEUTRA onde diferentes instituições, protocolos e produtos podem operar sem que uma única entidade controle o sistema.
Ela descreveu a progressão: as stablecoins provaram o modelo. Os títulos do tesouro tokenizados o confirmaram. Agora, os fundos estão conectando a gestão tradicional de ativos com a liquidação baseada em blockchain.
Os Dados Confirmam
A Ethereum detém atualmente cerca de 68% do valor total bloqueado (TVL) em todo o DeFi. E apenas ontem, a BlackRock listou seu fundo de títulos do tesouro tokenizados de US$ 2,2 bilhões, o BUIDL, na Uniswap e comprou tokens UNI. Isso marca a maior gestora de ativos do mundo entrando diretamente na infraestrutura DeFi construída na Ethereum.
Como disse Valmont, “As mudanças de infraestrutura raramente se anunciam em alto e bom som. Elas tendem a acontecer silenciosamente e depois, de repente, todas de uma vez.”
Traduzido por CoinMasterZ