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Itália apoia o euro digital, mas pede à BCE que distribua os altos custos de implementação até 2025

Itália apoia o euro digital, mas pede à BCE que distribua os altos custos de implementação até 2025

Published:
2025-11-09 03:21:02


O setor bancário italiano expressou apoio ao projeto do euro digital proposto pelo Banco Central Europeu (BCE), destacando-o como um passo crucial para preservar a soberania digital da Europa e reduzir a dependência de provedores de pagamento externos, como redes de cartões norte-americanas e stablecoins. No entanto, os bancos italianos estão pressionando por um plano de pagamento flexível e de longo prazo para lidar com os custos elevados de implementação, que consideram "muito altos" em comparação com outros investimentos em curso. Marco Elio Rottigni, diretor-geral da ABI, afirmou que o euro digital representa a soberania digital, mas os custos precisam ser distribuídos ao longo do tempo. O projeto está agora em uma nova fase após dois anos de preparação, com lançamento oficial previsto para 2029, após uma fase piloto em 2027, dependendo da legislação da UE em 2026.

Por que a Itália apoia o euro digital?

O setor bancário italiano vê o euro digital como uma ferramenta essencial para fortalecer a soberania monetária da Europa e reduzir a dependência de sistemas de pagamento estrangeiros. Com o aumento do uso de stablecoins e redes de cartões internacionais, a introdução de uma moeda digital do BCE poderia oferecer uma alternativa mais controlada e segura. Rottigni destacou que o euro digital é uma forma de garantir que a Europa não fique para trás na corrida pela inovação financeira global. No entanto, os bancos italianos estão preocupados com os custos associados à implementação, que incluem atualizações de infraestrutura e treinamento de pessoal.

Quais são os desafios enfrentados pelo euro digital?

O projeto do euro digital enfrenta resistência de alguns bancos franceses e alemães, que temem que a adoção da moeda digital possa reduzir os depósitos bancários tradicionais. Além disso, há preocupações sobre riscos sistêmicos, como ciberataques e corridas bancárias, que exigem medidas robustas de governança e segurança. Fernando Navarrete, membro do Parlamento Europeu, propôs uma versão simplificada do sistema para proteger iniciativas privadas de pagamento, como o Wero, apoiado por 14 credores europeus. Essas discussões mostram que, embora haja apoio geral, ainda existem divergências sobre como implementar o projeto sem causar desequilíbrios financeiros.

Como outros países estão avançando com suas moedas digitais?

Enquanto a Europa debate o euro digital, outros países já estão adiantados em seus projetos de moeda digital do banco central (CBDC). A China, por exemplo, implementou o yuan digital em 18 países até 2025, incluindo Tailândia e Emirados Árabes Unidos. O Reino Unido está testando o "Britcoin", e o Japão explora o iene digital, embora sem urgência. A Suécia testa a e-krona, uma moeda digital de código aberto com anonimato parcial para pequenos pagamentos, e o Brasil desenvolve o DREX, voltado para integração com programas sociais. Os EUA, por outro lado, focam na regulamentação de stablecoins privadas, sem planos para uma CBDC devido a riscos de vigilância e controle.

Qual é o cronograma do euro digital?

O BCE planeja iniciar uma fase piloto do euro digital em 2027, com lançamento oficial previsto para 2029, desde que a legislação da UE seja aprovada em 2026. Essa abordagem gradual permite ajustes e testes para garantir a segurança e eficiência do sistema. Rottigni defende um modelo "de dois trilhos", combinando a moeda digital do banco central com soluções privadas, para acelerar a adoção sem comprometer a estabilidade financeira. Enquanto isso, os bancos italianos continuam a pressionar por um plano de custos mais acessível, destacando a necessidade de equilibrar inovação e sustentabilidade financeira.

Perguntas Frequentes

Por que os bancos italianos apoiam o euro digital?

Os bancos italianos veem o euro digital como uma forma de fortalecer a soberania monetária da Europa e reduzir a dependência de sistemas de pagamento estrangeiros, como stablecoins e redes de cartões internacionais.

Quais são os principais desafios do euro digital?

Os desafios incluem altos custos de implementação, resistência de alguns bancos europeus e preocupações com riscos sistêmicos, como ciberataques e corridas bancárias.

Como o euro digital se compara a outras CBDCs?

Enquanto a Europa ainda está em fase de planejamento, países como China e Suécia já avançaram com suas moedas digitais, focando em diferentes aspectos, como integração global ou anonimato parcial.

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