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Bitcoin despenca 16% em uma semana: maior queda semanal em mais de três anos

Bitcoin despenca 16% em uma semana: maior queda semanal em mais de três anos

Published:
2026-02-08 12:15:02


O mercado de criptomoedas viveu uma semana turbulenta, com o Bitcoin registrando sua pior performance semanal desde 2022. Enquanto isso, o Ether não ficou para trás, sofrendo uma queda ainda mais acentuada. Neste artigo, analisamos os motivos por trás dessa queda histórica, as reações dos principais nomes do setor e o que isso significa para o futuro das criptomoedas.

Por que o Bitcoin caiu 16% em uma semana?

O Bitcoin registrou uma queda impressionante de 16% na última semana, marcando seu pior desempenho semanal em mais de três anos. O Ether, principal altcoin do mercado, não ficou atrás, despencando 24% para US$ 2.052 - valor 59% abaixo de seu recorde histórico. Embora tenha havido uma pequena recuperação na sexta-feira, isso não foi suficiente para salvar a semana, que se tornou uma das piores para o setor em anos.

O que mais chama atenção é a falta de consenso entre os especialistas sobre as causas dessa queda. Anthony Pompliano, um dos nomes mais conhecidos do setor, resumiu bem o sentimento: "O Bitcoin está despencando e os investidores estão enlouquecendo". Já Michael Novogratz, CEO da Galaxy Digital, admitiu: "Não havia nenhuma prova irrefutável" para explicar o movimento. Anthony Scaramucci foi mais direto: "Se você perguntar a cinco especialistas, obterá cinco explicações diferentes".

Os traders estão migrando para outros mercados?

Pompliano destacou que os traders estão diversificando seus investimentos, alocando capital em mercados de predição, ouro, prata, projetos de inteligência artificial e até mesmo em ações meme. "Antes, o Bitcoin era o principal destino para quem buscava ganhos assimétricos. Agora, as opções se multiplicaram", observou.

Outro fator relevante é a atuação de Wall Street. Nos últimos anos, os bancos lançaram diversos ETFs e derivativos vinculados a criptomoedas, permitindo que os investidores especulem sobre o preço do Bitcoin sem precisar adquirir o ativo real. Isso, segundo analistas, pode ter afetado a percepção do Bitcoin como ativo escasso.

Qual o impacto das taxas de juros e da regulamentação?

A nomeação de Kevin Warsh como próximo presidente do Federal Reserve pelo governo Trump gerou apreensão no mercado. Warsh é conhecido por sua postura mais agressiva em relação às taxas de juros, o que tradicionalmente prejudica ativos de risco como o Bitcoin. O índice do dólar do Wall Street Journal subiu 0,4% nesta semana, reforçando essa tendência.

No âmbito regulatório, a situação também é complexa. A Lei GENIUS, aprovada no ano passado, ajudou a legalizar as stablecoins. No entanto, a Lei de Claridade, que buscava estabelecer regras claras para as empresas de criptomoedas, enfrentou resistência dos grandes bancos, deixando o setor em um limbo regulatório.

Estamos diante de um "criptoinverno"?

Alguns analistas, como Novogratz, acreditam que a queda recente representa apenas uma tomada de lucros após o forte rally que seguiu a vitória de Trump. Desde as eleições até o início de outubro do ano passado, o Bitcoin subiu cerca de 80%.

Jasper De Maere, da Wintermute, ofereceu uma perspectiva otimista: "A infraestrutura é mais sólida, a adoção de stablecoins continua crescendo e o interesse institucional não desapareceu - apenas ficou em standby". Ele acrescentou que o interesse "pode voltar rapidamente".

Como os grandes players estão reagindo?

Michael Saylor, da MicroStrategy, manteve a calma mesmo após a empresa registrar uma perda trimestral de US$ 12 bilhões devido à queda do Bitcoin. Em uma conferência com investidores, ele reforçou a estratégia de longo prazo: "Seu horizonte temporal deve ser, no mínimo, de quatro anos".

Perguntas frequentes sobre a queda do Bitcoin

Qual foi a queda do Bitcoin nesta semana?

O Bitcoin registrou queda de 16% na última semana, marcando sua pior performance semanal em mais de três anos.

O que causou essa queda abrupta?

Não há um consenso entre os especialistas. Fatores como migração de traders para outros mercados, aumento das taxas de juros e incertezas regulatórias podem ter contribuído.

Isso significa o fim do mercado de criptomoedas?

Não necessariamente. Analistas apontam que a infraestrutura do setor está mais sólida e que o interesse institucional permanece, mesmo que em standby.

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