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Revisão do ACEUM em 2026 pode elevar tarifas sobre exportações canadenses para mais de 7%

Revisão do ACEUM em 2026 pode elevar tarifas sobre exportações canadenses para mais de 7%

Published:
2026-01-26 08:17:02


O cenário comercial entre EUA, Canadá e México está prestes a enfrentar turbulências. Com a revisão do Acordo EUA-México-Canadá (ACEUM) marcada para julho de 2026, analistas projetam que as tarifas médias sobre produtos canadenses poderiam saltar para patamares não vistos desde a era Trump. O impasse nas negociações e as recentes declarações protecionistas de Washington colocam em risco US$ 357 bilhões em comércio anual. Nesta análise, desvendamos os bastidores dessa crise que ameaça redefinir as relações econômicas na América do Norte.

Por que a revisão do ACEUM está causando tensões comerciais?

A bomba-relógio foi acionada quando Donald Trump declarou em janeiro que não via "vantagem real" em manter o acordo, apesar de tê-lo celebrado como substituto do NAFTA em 2020. O ex-presidente, que agora mira a Casa Branca novamente, acusa o Canadá de servir como "depósito" para produtos chineses - especialmente após o acordo bilateral que permite a entrada de 49 mil veículos elétricos da China no mercado canadense. "É uma jogada perigosa", alertou o magnata em seu característico estilo confrontador.

Como o setor automotivo virou o epicentro da disputa?

Os números falam por si: os 49 mil veículos chineses representam menos de 3% do mercado canadense, mas simbolizam uma brecha que Trump quer fechar. O acordo Canadá-China, anunciado em 16 de janeiro de 2026, prevê reduções tarifárias para alimentos canadenses em troca da abertura automotiva. "É limitado e focado", defendeu Dominic LeBlanc, ministro das Relações Intergovernamentais. Já Mark Carney, arquiteto da política, usou uma analogagem curiosa: "É um 'De Volta para o Futuro' nas relações comerciais".

Quais setores canadenses estão mais vulneráveis?

Uma análise do BTCC Research Team mostra o tamanho do risco:

Setor Exportações para EUA (US$ bi) Tarifa Potencial
Automotivo 52.4 Até 25%
Aço e Alumínio 23.7 10-15%
Madeira 18.2 8-12%

Fontes: TradingView, Statistics Canada

Qual o impacto real nas empresas canadenses?

O Banco do Canadá revelou em pesquisa recente que 68% das empresas estão congelando investimentos. "É como dirigir na neblina sem faróis", comparou Randall Bartlett da Desjardins. Os números são cruéis: crescimento de investimentos caiu de 1,8% em 2023 para 0,6% em 2025. Projeções indicam que um acordo bem-sucedido poderia reverter esse quadro para 1,3% em 2026 - mas o cenário atual parece mais uma aposta no escuro.

Como os EUA enxergam essa equação?

Curiosamente, 83% das indústrias americanas que testemunharam perante o USTR apoiaram a manutenção do ACEUM, segundo Derek Holt do Scotiabank. "As cadeias produtivas estão totalmente integradas", explicou. Mas Trump insiste na narrativa de que o acordo "freia o desenvolvimento americano". A contradição revela o abismo entre a retórica política e a realidade econômica.

Quais são as possíveis saídas?

Analistas do BTCC sugerem três cenários:

  1. Prorrogação tranquila (40% de probabilidade): Manutenção do status quo por mais 16 anos
  2. Revisão limitada (35%): Ajustes setoriais com salvaguardas temporárias
  3. Crise total (25%): Notificação de saída e retorno às tarifas da OMC

"O jogo político é imprevisível", admitiu Dominique Lapointe da Manulife, citando os "riscos de deterioração" nas negociações.

Perguntas Frequentes

O que é o ACEUM?

O Acordo EUA-México-Canadá (ACEUM) é o tratado comercial que rege as relações econômicas entre os três países desde 2020, substituindo o NAFTA.

Por que a revisão de 2026 é crítica?

Porque determina se o acordo será prorrogado por 16 anos ou entrará em revisões anuais até 2036, criando instabilidade crônica.

Quais produtos canadenses seriam mais afetados?

Setores como automotivo, aço, alumínio e madeira enfrentariam tarifas entre 7-25%, com impacto direto nos preços.

O Canadá tem alternativas?

A diversificação comercial, especialmente com a China e a UE, surge como opção, mas esbarra em desafios logísticos e políticos.

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