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América Latina em Choque: Lula e Petro Condenam, Milei Celebra Ataques dos EUA à Venezuela

América Latina em Choque: Lula e Petro Condenam, Milei Celebra Ataques dos EUA à Venezuela

Published:
2026-01-03 15:22:10

Divisão geopolítica explode nas Américas após nova escalada de tensões.

Enquanto líderes tradicionais condenam, novo aliado surge no sul.

Falhas do Sistema Tradicional

A reação fragmentada revela mais uma fissura na arquitetura financeira e política global—aquela mesma que ainda depende de reservas em moedas inflacionárias enquanto ignora ativos digitais soberanos.

Velhas alianças desmoronam, novos eixos se formam em tempo real.

O Custo da Dependência

Cada sanção, cada condenação, cada celebração é mais um ponto de dados provando que o sistema atual é lento, politizado e caro. Bancos centrais correm atrás do prejuízo com CBDCs, enquanto a verdadeira inovação de contorno já opera nas cadeias de blocos.

Latino-americanos pagam o preço—em inflação, em restrições, em oportunidades perdidas.

O Futuro Não Pede Permissão

A tecnologia não espera por consenso diplomático. Enquanto os líderes brigam, capitais fluem por canais digitais que ignoram fronteiras e políticas externas. É quase cínico: os mesmos governos que discutem soberania continuam presos a um sistema financeiro que a nega diariamente.

A próxima crise de divisas já está sendo negociada—em pares de criptomoedas, longe dos holofotes.

A reação da América Latina aos ataques de Trump à Venezuela foi dividida. Enquanto presidentes de Brasil, Colômbia, Chile, Cuba e México condenaram a ação como violação da soberania, governantes de Argentina, Paraguai e Equador celebraram a ofensiva.

A divisão expõe fraturas ideológicas profundas na região e reacende o debate sobre intervenções militares externas na América Latina.

Reação da América Latina: condenações à intervenção de Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou os bombardeios como “afronta gravíssima” à soberania venezuelana e defendeu que a América Latina seja preservada como “zona de paz”.

Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.

Atacar países, em…

— Lula (@LulaOficial) January 3, 2026

“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, escreveu Lula.

O presidente do Chile, Gabriel Boric, também condenou a ação militar e pediu solução pacífica para a crise venezuelana.

Como Gobierno de Chile expresamos nuestra preocupación y condena por las acciones militares de Estados Unidos que se desarrollan en Venezuela y hacemos un llamado a buscar una salida pacífica a la grave crisis que afecta al país.

Chile reafirma su adhesión a principios básicos…

— Gabriel Boric Font (@GabrielBoric) January 3, 2026

“Apelamos por uma solução pacífica para a grave crise que afeta o país. A crise venezuelana deve ser resolvida por meio do diálogo e do apoio do multilateralismo, não por meio da violência ou da interferência estrangeira”, declarou Boric.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, foi além e alertou para escalada do conflito.

Acabamos de terminar consejo de seguridad nacional desde las 3 am.

Se despliega la fuerza pública en la frontera, se despliega toda la fuerza asistencial que dispongamos en caso de entrada masiva de refugiados.

La embajada de Colombia en Venezuela está activa a llamadas de…

— Gustavo Petro (@petrogustavo) January 3, 2026

“Caracas está sendo bombardeada neste momento. Alerta ao mundo: a Venezuela está sob ataque!”, escreveu Petro, pedindo reunião imediata da OEA e da ONU.

Cuba classificou a ofensiva como “terrorismo de Estado”. O presidente Miguel Díaz-Canel exigiu reação urgente da comunidade internacional.

#Cuba denuncia y demanda URGENTE reacción de la comunidad internacional contra criminal ataque de E.U a #Venezuela. Nuestra #ZonaDePaz está siendo brutalmente asaltada. Terrorismo de Estado contra el bravo pueblo venezolano y contra Nuestra América.

Patria o Muerte ¡Venceremos!

— Miguel Díaz-Canel Bermúdez (@DiazCanelB) January 3, 2026

“Cuba denuncia e exige urgente reação da comunidade internacional contra o criminoso ataque dos EUA à Venezuela. Nossa zona de paz está sendo brutalmente atacada. Terrorismo de Estado contra o corajoso povo venezuelano”, afirmou o líder cubano.

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, citou a Carta das Nações Unidas ao condenar a ação.

El Artículo 2, párrafo 4 de la Carta de las Naciones Unidas dice textualmente:

“Los Miembros de la Organización, en sus relaciones internacionales, se abstendrán de recurrir a la amenaza o al uso de la fuerza contra la integridad territorial o la independencia política de…

— Claudia Sheinbaum Pardo (@Claudiashein) January 3, 2026

Apoio à operação dos EUA

Na contramão, o presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou publicamente a operação com seu bordão característico.

LA LIBERTAD AVANZA
VIVA LA LIBERTAD CARAJO https://t.co/1KlsyraWtY

— Javier Milei (@JMilei) January 3, 2026

“A liberdade avança, viva a liberdade”, escreveu o ultraliberal argentino, mantendo tom que já adotava contra o governo venezuelano.

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, também manifestou apoio.

El Gobierno del Paraguay ha tenido siempre una posición de compromiso innegociable con la democracia, el Estado de Derecho y la vigencia plena de los derechos humanos en Venezuela, y por ello ha venido alertando hace tiempo sobre la situación insostenible del régimen ilegítimo,…

— Santiago Peña (@SantiPenap) January 3, 2026

O presidente do Equador, Daniel Noboa, endossou a ação afirmando que “chegou a hora” da estrutura do “narco-chavismo” cair.

A todos los criminales narco chavistas les llega su hora. Su estructura terminará de caer en todo el continente.

A @MariaCorinaYA @EdmundoGU y al pueblo venezolano: es momento de recuperar su país. Tienen un aliado en Ecuador.

— Daniel Noboa Azin (@DanielNoboaOk) January 3, 2026

A Bolívia, por meio de seu Ministério das Relações Exteriores, também se posicionou sobre a crise.

Bolivia expresa su firme respaldo al pueblo venezolano en el camino iniciado de recuperación de la democracia, el orden constitucional y los derechos humanos, y reafirma su compromiso con la paz y la asistencia humanitaria.#SiempreBolivia #Solidaridad #Paz #DerechosHumanos pic.twitter.com/VOAkU5RCEe

— Cancillería de Bolivia 🇧🇴 (@MRE_Bolivia) January 3, 2026

Contexto da operação

Donald Trump confirmou que forças militares dos EUA realizaram ataques na Venezuela e afirmou que Nicolás Maduro foi capturado e retirado do país. Segundo o presidente norte-americano, a operação faz parte de ofensiva mais ampla contra o regime chavista.

Por volta das 2h (horário local), moradores de Caracas acordaram com estrondos e sobrevoo de aeronaves. Diversos complexos militares sofreram danos, incluindo o estratégico Fuerte Tiuna.

O governo venezuelano declarou estado de emergência e chamou à resistência armada, sustentando que a ação dos EUA busca controlar os principais recursos nacionais, especialmente petróleo e minerais.

Divisão reflete polarização regional

A reação da América Latina aos ataques de Trump na Venezuela evidencia profunda divisão ideológica na região. De um lado, governos de centro-esquerda e esquerda condenam a intervenção militar como violação do direito internacional. De outro, governos de direita e ultraliberais celebram a queda do regime chavista.

A situação elevou a tensão política na América Latina e reacende o debate sobre intervenções militares externas e seus impactos regionais, com potenciais consequências para a estabilidade do continente.

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