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Polícia Civil do Mato Grosso desmantela esquema de pirâmide financeira em operação de impacto

Polícia Civil do Mato Grosso desmantela esquema de pirâmide financeira em operação de impacto

Published:
2025-09-12 19:00:36
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Operação policial no coração financeiro do Mato Grosso expõe mais um caso clássico de promessas irreais—desta vez, disfarçada de oportunidade de investimento.

Esquemas tradicionais versus inovação real

Enquanto autoridades combatem modelos ultrapassados, o mercado de criptomoedas continua demonstrando transparência e crescimento orgânico através de blockchain—onde cada transação é verificável e imutável.

Investidores inteligentes já migraram para ativos digitais, deixando para trás essas relíquias de engenharia financeira duvidosa.

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A Polícia Civil do Mato Grosso deflagrou na sexta-feira (12) a Operação Rede de Mentiras, que tem como objetivo desarticular um sofisticado esquema de pirâmide financeira. A ação, coordenada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), cumpriu mandados de prisão, busca e apreensão, além do bloqueio de bens e valores dos investigados.

De acordo com as autoridades, o grupo criminoso movimentou milhões de reais por meio de falsas promessas de rentabilidade. As investigações apontaram que os responsáveis atraíam investidores com garantias inexistentes de lucros mensais de até 7%, prática típica de fraudes financeiras. Para dar aparência de legitimidade, os envolvidos utilizavam empresas registradas em nome de sócios e laranjas.

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O principal alvo da operação foi J. R. V. B., de 42 anos, apontado como líder da organização criminosa. Ele e seus comparsas operavam as empresas Metaverso Soluções Digitais Ltda., Multiverso Digital Ltda. e Bispo Investments Ltda. Essas companhias captavam clientes em diferentes estados do país, usando campanhas agressivas em redes sociais e transmissões ao vivo no YouTube, no canal denominado “Treta Trader”.

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Pirâmide financeira

operação contra piramide financeira

Além das promessas de ganhos fáceis, os golpistas incentivavam os próprios investidores a trazerem novos participantes para o esquema, ampliando a rede de vítimas. A Polícia Civil identificou indícios de lavagem de dinheiro, estelionato, associação criminosa e crimes contra as relações de consumo e a economia popular. O Ministério Público e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também atuaram no caso, reforçando a gravidade da conduta.

Até o momento, 27 vítimas já procuraram a Decon em Cuiabá. No entanto, os investigadores acreditam que o número de prejudicados em todo o país seja muito maior. Há relatos de famílias inteiras que perderam suas economias, com aportes que variaram de alguns milhares até centenas de milhares de reais. Algumas vítimas também denunciaram ameaças e intimidações quando cobravam os pagamentos atrasados.

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Assim, com base nas provas, a Justiça autorizou medidas restritivas contra os investigados, incluindo o bloqueio de bens e contas bancárias no valor de R$ 1,35 milhão, além da suspensão de registros de pessoas jurídicas ligadas ao esquema.

Além disso, as autoridades reforçam que vítimas podem registrar boletim de ocorrência diretamente na Delegacia do Consumidor em Cuiabá ou em qualquer delegacia do estado. Denúncias anônimas também podem ser feitas pelo telefone 197 ou pela Delegacia Digital.

O nome Rede de Mentiras foi escolhido porque os investigados usavam intensamente as redes sociais para atrair vítimas e criar uma teia de falsas oportunidades de investimento.

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