Strategy sacode a bolsa: US$ 4 bilhões em novas ações para apostar no Bitcoin em 2025
Enquanto os bancos tradicionais ainda discutem regulamentação, a Strategy decidiu dobrar a aposta no mercado cripto.
US$ 4 bilhões em novas ações serão emitidas com um único propósito: acumular Bitcoin na carteira. Parece que alguém aprendeu a lição após a última alta histórica.
Os detalhes? A estratégia é clara - enquanto o mainstream hesita, eles estão comprando na baixa. Ou seria na alta? Com o BTC, nunca se sabe.
E os acionistas? Estão aplaudindo de um lado e segurando antiácidos com a outra mão. Afinal, nada diz 'confiança no mercado' como um hedge fund colocando metade do seu valor em um ativo que oscila 20% antes do café da manhã.
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A Strategy Inc., empresa comandada por Michael Saylor, anunciou uma nova rodada de captação de US$ 4,2 bilhões por meio da venda de ações preferenciais de sua linha STRC. O objetivo é claro: aumentar ainda mais sua reserva estratégica de BTC, já considerada a maior entre empresas.
De acordo com o comunicado oficial, a emissão será realizada por meio de um programa de vendas contínuas, conhecido como ATM (at-the-market). Nesse modelo, a Strategy venderá gradualmente as ações no mercado, de forma disciplinada, respeitando o volume e o preço das negociações. O movimento reforça a estratégia da companhia de usar o mercado financeiro como alavanca para expandir sua exposição direta ao Bitcoin.
PublicidadeOs recursos obtidos servirão para três frentes: compra de novos BTC, capital de giro e, possivelmente, pagamento de dividendos de outras classes de ações preferenciais. Cada ação STRC vem com preferência de liquidação de US$ 100 e pagará dividendos mensais, com taxa inicial anualizada de 9%.
Além disso, a empresa também poderá ajustar esse retorno com base em variáveis como o preço do Bitcoin ou seu nível de alavancagem.
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Strategy quer comprar mais Bitcoin
Imagem: X
A nova emissão ocorre poucos dias após a companhia divulgar o melhor resultado trimestral da sua história. Registrando um lucro líquido de US$ 10 bilhões no segundo trimestre de 2025. Para efeito de comparação, o banco Goldman Sachs lucrou US$ 3,7 bilhões no mesmo período, enquanto o Bank of America registrou US$ 6,8 bilhões.
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A diferença expressiva reforça o peso do Bitcoin no desempenho da Strategy, que encerrou o trimestre com 628.791 BTC em tesouraria, acumulando ganhos não realizados de US$ 13,2 bilhões.
Com esses resultados, a empresa revisou sua meta anual. Agora, a companhia busca um retorno de 30% sobre os investimentos em BTC e US$ 20 bilhões em ganhos não realizados até o fim do ano. De acordo com Saylor, o novo título STRC oferece aos investidores “renda com exposição ao Bitcoin”, combinando rendimento fixo com a possibilidade de valorização do ativo digital.
Metaplanet segue os passos
Enquanto isso, a japonesa Metaplanet segue trilha semelhante. A empresa acaba de propor uma captação de US$ 3,7 bilhões via ações preferenciais perpétuas, com o claro objetivo de reforçar sua já robusta posição em Bitcoin. A proposta ainda precisa da aprovação dos acionistas, mas já movimentou o mercado, com ações caindo 7% no curto prazo, ainda que tenham subido fortemente nos últimos seis meses.
PublicidadeA Metaplanet recentemente comprou 780 BTC, elevando seu estoque para mais de 17 mil moedas, avaliadas em cerca de US$ 1,7 bilhão. A companhia tem como meta acumular 210 mil BTC até 2027, número que a colocaria acima de gigantes como Tesla e Galaxy Digital.
Para isso, aposta na estrutura de ações perpétuas, que oferece capital permanente e pagamento de dividendos, sem diluir a participação dos acionistas ordinários.
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