Cofundador da Tether aposta alto: US$ 1 bilhão em Bitcoin para dominar o mercado
O cofundador da Tether, stablecoin líder do mercado, acaba de fazer sua maior jogada até agora: um investimento de US$ 1 bilhão em Bitcoin. A movimentação surge em um momento crucial para o mercado de criptomoedas, marcado por volatilidade e oportunidades.
Por que agora? Especialistas sugerem que o timing pode ser estratégico, aproveitando correções recentes no preço do BTC para acumular posições significativas. E se há alguém que entende de acumulação, é um dos nomes por trás da maior stablecoin do mundo.
O mercado reage: O anúncio já causa ondas no ecossistema cripto, com traders antecipando possíveis impactos na liquidez e no preço do Bitcoin. Enquanto isso, bancos tradicionais continuam discutindo se deveriam 'regular melhor' o setor - ironicamente, enquanto perdem a maior oportunidade financeira do século.

O cofundador da Tether, Reeve Collins, prepara um investimento de até US$ 1 bilhão em Bitcoin e outros criptoativos por meio de uma nova empreitada no mercado. A iniciativa parte de uma parceria entre Collins e Chinh Chu, ex-diretor da Blackstone, que agora lideram uma empresa de propósito específico chamada M3-Brigade Acquisition V Corp.
A dupla pretende levantar o capital para montar um veículo listado em bolsa, com uma estratégia voltada à comprar ativos digitais como Bitcoin, Ether e Solana. A operação está em andamento e conta com o apoio da Cantor Fitzgerald, uma das maiores instituições financeiras dos EUA, segundo fontes próximas ao negócio.
Diferentemente da abordagem de empresas como Strategy, que apostam exclusivamente em Bitcoin, o novo fundo adota um modelo multi-token. Dessa forma, a proposta visa diversificar a exposição ao mercado cripto, combinando ativos consolidados e emergentes. Essa escolha representa uma ruptura com a tese maximalista, que prioriza apenas uma criptomoeda como reserva de valor.
Mesmo assim, o Bitcoin continua como o principal foco da carteira, refletindo a crescente valorização institucional do ativo. A movimentação ocorre após o governo dos EUA criar sua reserva federal de Bitcoin, sob liderança do ex-presidente Donald Trump, fortalecendo o status da moeda como ativo estratégico.
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Imagem: reevecollins.com
Além de Collins e Chu, o projeto atraiu nomes influentes do setor. Gabriel Abed, atual presidente do conselho da Binance, e Wilbur Ross, ex-secretário de Comércio dos EUA, assumirão cargos de vice-presidência. Além disos, a ex-CEO da Hut 8 Mining, Jaime Leverton, foi anunciada como CEO do fundo, que ainda passará por renomeação oficial.
Esse time experiente indica uma clara intenção de posicionar o fundo como um player relevante na gestão de criptoativos institucionais. Segundo fontes do setor, a captação ainda pode sofrer ajustes, mas a meta de US$ 1 bilhão segue como norte inicial da operação.
Em maio, Collins e Chu compraram participação de controle na M3-Brigade, sinalizando o interesse direto em fazer aquisições no ecossistema cripto. Desde então, o fundo já analisa diferentes ativos e modelos de negócios voltados à tokenização, rendimentos em stablecoins e infraestrutura descentralizada.
Desse modo, a estratégia também reflete a nova fase do mercado, que agora observa integração mais profunda entre criptoativos e políticas públicas, como no caso dos EUA, que diferenciaram legalmente o Bitcoin das demais moedas digitais.
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