CEO da SafeMoon condenado a 45 anos por fraude com memecoin — e aí, ’to the moon’ agora?
O fundador da SafeMoon, projeto que prometia lucros astronômicos com uma moeda inspirada em memes, foi considerado culpado por fraude em um caso que expõe os riscos do mercado de criptomoedas.
Braden John Karony, o executivo por trás do token que viralizou em 2021, enfrenta até 45 anos de prisão por acusações que incluem manipulação de mercado e desvio de fundos de investidores.
Mais uma prova de que, no mundo das criptomoedas, nem tudo que sobe como foguete pousa suavemente — alguns viram pó.

O CEO da SafeMoon, Braden Karony, foi considerado culpado por fraude com memecoin após julgamento realizado nos EUA. Um júri federal condenou Karony por enganar investidores com promessas falsas sobre sua criptomoeda e seus fundamentos.
De acordo com o julgamento, Karony e seus cúmplices desviaram milhões de dólares do fundo de liquidez da SafeMoon. Enquanto o dinheiro era desviado eles garantiam aos investidores que o fundo estava “travado”. Segundo o processo, a estratégia alimentou a confiança no projeto.
O Departamento de Justiça dos EUA afirmou que Karony foi condenado por três acusações de fraude: conspiração para cometer fraude de valores mobiliários, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. As autoridades afirmaram que Karony pode pegar até 45 anos de prisão. Além disso, a promotoria destacou que ele transformou a SafeMoon em uma armadilha para investidores e isso fez centenas de pessoas perderem milhões.
Imagem: X
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Fraude com memecoin SafeMoon
Tudo começou em 2021, quando a SafeMoon LLC lançou a criptomoeda SafeMoon, que chegou a valer mais de US$ 8 bilhões. Cada transação tinha uma taxa de 10%, sendo que metade deveria ficar presa no fundo de liquidez.
Entretanto, os promotores revelaram que Karony e seus cúmplices desviaram grande parte desse valor para benefício pessoal. Desse modo, traíram a confiança dos investidores que acreditavam na segurança do projeto.
De acordo com o procurador Joseph Nocella Jr., “o ativo digital SafeMoon estava longe de ser seguro. Foi um verdadeiro golpe, conduzido por alguém que queria enriquecer rapidamente”.
Apesar de Karony afirmar que os executivos da empresa não negociavam SafeMoon, as investigações comprovaram o contrário. Eles compraram e venderam a moeda, obtendo milhões em lucros ilícitos. Os acusados ocultaram essas transações por meio de uma rede de carteiras privadas, contas anônimas e rotas complexas em corretoras centralizadas. O esquema dificultava o rastreamento dos valores.
De acordo com o processo, Karony, sozinho, arrecadou mais de US$ 9 milhões em criptomoedas. Com o dinheiro, adquiriu imóveis de luxo e carros esportivos, incluindo dois Audi R8 e um Tesla. Enquanto isso, Thomas Smith, cúmplice de Karony, já se declarou culpado e aguarda sentença. Outro participante do esquema, Kyle Nagy, permanece foragido.
Mesmo condenado, Karony segue publicando em sua conta no X que é inocente e não cometeu fraude. Até agora, ele não fez declarações públicas adicionais.
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