JPMorgan Revoluciona Finanças: Aceita Bitcoin e Ethereum Como Garantia em Empréstimos
Wall Street finalmente abre as portas para as criptomoedas principais.
Colateral Digital Chega aos Grandes Bancos
O JPMorgan está demolindo barreiras tradicionais ao permitir que clientes institucionais usem Bitcoin e Ethereum como garantia para empréstimos. Uma jogada ousada que reconhece o valor real dos ativos digitais - mesmo que os banqueiros ainda estejam tentando entender as carteiras descentralizadas.
Os empréstimos garantidos por criptomoedas representam um marco histórico para a adoção institucional. Finalmente os grandes players financeiros estão percebendo que blockchain não é apenas para geeks e anarquistas monetários.
E pensar que há cinco anos esses mesmos bancos alertavam sobre os 'perigos' do Bitcoin - agora abraçam o que não podem mais ignorar. Clássico movimento de Wall Street: primeiro resiste, depois adota quando o lucro fala mais alto.
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Após anos de críticas ao Bitcoin, o banco JPMorgan decidiu adotar a criptomoeda. Na quinta-feira (23), o banco anunciou que aceitará BTC como garantia para clientes que desejarem contrair empréstimos no banco. E além do Bitcoin, os clientes também poderão utilizar o Ethereum (ETH) com o mesmo objetivo.
De acordo com uma reportagem da Bloomberg, o programa relacionado a criptomoedas será oferecido globalmente. Os clientes terão um custodiante terceirizado para proteger os ativos. No entanto, apenas clientes institucionais e investidores com alto patrimônio poderão aderir ao serviço.
PublicidadeAnteriormente, o banco passou a aceitar cotas de ETFs de Bitcoin da BlackRock (IBIT) como garantia para empréstimos de seus clientes. Essa é a primeira vez que o banco decide aceitar Bitcoin e Ethereum forma direta.
De fato, tais especulações surgiram pela primeira vez no início deste verão, quando o Financial Times revelou que o JPMorgan aceitaria as criptomoedas 2026. A decisão do JPMorgan confirma os rumores antes do previsto e expõe uma mudança de rumo para o banco e seu CEO, Jamie Dimon.
Preço do Bitcoin nas últimas 24 horas. Fonte: CoinGecko.
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De opositor a entusiasta?
A interação do JPMorgan com o Bitcoin começou em 2017, mas não de forma amistosa. Naquele ano, o CEO do banco, Jamie Dimon, acusou o Bitcoin de ser uma “fraude financeira“. Para Dimon, o Bitcoin não tinha valor real e era apenas um ativo especulativo.
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Depois dessa fala, o preço do Bitcoin chegou a cair mais de 30% após essa fala, mas fechou aquele ano com ganhos de 2.000% – contando a partir da fala do CEO. Algum tempo depois, Dimon se arrependeu da fala e disse que o Bitcoin não era uma fraude. Ele até chegou a elogiar a tecnologia blockchain.
O CEO tem um histórico rico em críticas à maior criptomoeda em valor de mercado. Mas após seu “pedido de desculpas”, o JPMorgan passou a ter várias iniciativas no mercado de criptomoedas. Em maio, o banco finalmente permitiu que os clientes negociassem Bitcoin na plataforma do banco.
A postura de Dimon se suavizou nos últimos anos, especialmente desde a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais no final de 2024 e a subsequente mudança regulatória no país. Embora permanecesse cético, Dimon afirmou que defenderia o direito das pessoas de comprar Bitcoin.
PublicidadePosteriormente, o JPMorgan também registrou a marca JPMD, abrindo especulações de que o banco lançaria uma stablecoin própria após a aprovação da Lei GENIUS.
O JPMorgan está longe de ser a primeira grande instituição bancária dos EUA a aderir à onda das criptomoedas. O Morgan Stanley e o BNY Mellon há muito tempo permitem que seus clientes negociem criptomoedas. Já o Standard Chartered, que antes era crítico do Bitcoin, hoje tem alguns de seus principais analistas cobrindo esse mercado.
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