JPMorgan dispara no mercado cripto: Novo token institucional chega para revolucionar finanças
Wall Street entra no jogo das criptomoedas com tudo. A JPMorgan acaba de lançar um token digital exclusivo para grandes players - será que os bancos finalmente entenderam o blockchain?
O movimento marca uma virada histórica: o mesmo banco que chamou Bitcoin de 'fraude' agora lidera a adoção institucional.
Detalhes técnicos? Zero. Como sempre quando se trata de inovação bancária - tudo sob sigilo absoluto. Mas uma coisa é certa: quando a JPMorgan se mexe, o mercado treme.
Resta saber se será mais um 'blockchain para ricos' ou se realmente trará liquidez para o ecossistema. Afinal, em finanças tradicionais, até revolução tem taxa de administração.
O banco JPMorgan lançou um novo token de depósito chamado JPM Coin (JPMD) para clientes institucionais. De acordo com o banco, o novo token será nativo da Base, administrada pela exchange Coinbase.
O lançamento representa um grande passo em frente na estratégia de blockchain da empresa. Agora os clientes poderão fazer depósitos diretamente em blockchain usando um token nativo dessas redes.
PublicidadeCuriosamente, o novo token surge cinco meses após o banco registrar a marca JPMD nos Estados Unidos. De acordo com o registro, o novo token pode realizar desde liquidação de dívidas até transações cotidianas. O produto chega em um momento em que bancos globais e empresas exploram ativos digitais como meios de pagamentos.
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JPMorgan lança o token JPMD
De acordo com uma reportagem da Bloomberg revelou que o JPMorgan começou a disponibilizar o token para clientes institucionais. O novo produto representa depósitos em dólares mantido pelos clientes junto ao JPMorgan.
Com o JPMD, os clientes poderão enviar e receber dinheiro pela Base, em vez de utilizar suas contas. Dessa forma, os clientes que quiserem fazer e receber pagamentos fora do horário bancário poderão usar o token para isso. O JPMD reduz bastante o tempo de transação, bem como diminui o pagamento com taxas, especialmente para operações internacionais.
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Antes do lançamento, o JPMorgan trabalhou com a Mastercard, Coinbase e B2C2 para forma um projeto piloto. Conforme explicou Naveen Mallela, co-diretor da unidade de blockchain do JPMorgan, a Kinexys, o banco pretende introduzir versões do JPMD em outras moedas.
Ele acrescentou que a empresa também planeja conectar o token a outras blockchains. Para a expansão global, o banco já garantiu o ticker JPME, voltado para a União Europeia.
Tokens de depósito são ativos digitais emitidos por bancos comerciais que representam direitos sobre saldos existentes, permitindo que os fundos se movimentem com mais eficiência por meio de sistemas blockchain. Ao contrário das stablecoins, que são atreladas a moedas fiduciárias e lastreadas em ativos como títulos do governo, os tokens de depósito podem gerar rendimentos sobre os fundos subjacentes.
Publicidade“Acreditamos que as stablecoins geram muita repercussão, mas para clientes institucionais, os produtos baseados em depósitos oferecem uma alternativa convincente. Eles podem gerar rendimentos”, observou Malella.
Corrida por pagamentos digitais
Instituições financeiras têm experimentado a tecnologia blockchain há mais de uma década, mas poucas aplicações atingiram escala comercial. O JPMorgan continua sendo uma das empresas mais ativas nesse setor.
Sua rede Kinexys Digital Payments já permite que clientes corporativos transfiram USD, EUR e libra esterlina (GBP). A plataforma processa mais de US$ 3 bilhões em transações por dia, em comparação com os cerca de US$ 10 trilhões processados diariamente pela divisão de pagamentos do banco.
No início deste ano, o JPMorgan Chase e a Coinbase também anunciaram uma parceria que permite aos clientes financiarem suas contas Coinbase diretamente com seus cartões de crédito. Além disso, o banco também autorizou que seus clientes possam comprar e vender Bitcoin (BTC) através de suas contas bancárias.
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