Vitalik Buterin Endossa a Base e Defende Métricas de Segurança das L2s: O Momento Decisivo da Escalabilidade
O cofundador do Ethereum coloca seu peso detrás da Base enquanto as L2s enfrentam escrutínio crescente sobre segurança.
Buterin defende métricas transparentes para avaliar a segurança real das soluções de segunda camada.
O endosso chega quando a Base demonstra crescimento significativo na adoção de desenvolvedores.
As L2s prometem escalabilidade, mas a segurança permanece o ponto crítico para adoção institucional.
Enquanto isso, os tradicionalistas do mercado financeiro ainda esperam por 'métricas comprovadas' - como se o sistema atual fosse perfeito.
Vitalik Buterin elogia crescimento e arquitetura da Base
Vitalik Buterin também criticou a leitura de que a comunidade de análise, em referência à L2Beat, seria uma espécie de ‘autoridade dogmática’.
Segundo ele, os indicadores de L2Beat medem propriedades concretas que protegem usuários contra riscos de rug e falhas operacionais.
Lançada em agosto de 2023, a Base consolidou-se entre as L2s mais ativas do ecossistema Ethereum. Atualmente, o valor travado na rede orbita US$ 15 bilhões, abaixo dos picos vistos em janeiro e maio, quando o total superou US$ 16 bilhões.
Construída sobre o OP Stack, framework desenvolvido pela Optimism, a Base foca na proposta central das soluções de camada 2. A rede otimiza o processamento de transações em lote fora da L1.
Desse modo, reduz custo e latência, e envia as confirmações de volta ao Ethereum.
Preocupações com a centralização
Por sua vez, a Base enfrenta críticas por ter nascido sob a tutela de uma exchange centralizada.
Parte de seus críticos argumenta que a configuração de chaves administrativas poderia, em tese, permitir poder excessivo a um conselho de segurança, inclusive sobre fundos dos usuários.
O gestor Justin Bons, da CyberCapital, ecoou essa preocupação em resposta ao endosso de Vitalik Buterin, afirmando que a rede ‘pode, instantaneamente, tomar todos os fundos’.
Base CAN instantly steal ALL user funds!
The SC admin key is controlled by a "security council"/multi-sig!
If these are "extensions of Ethereum," then ETH is centralized & insecure now
So, disappointing to watch Vitalik make blatantly false statements:https://t.co/KpiVc3jZBF
— Justin Bons (@Justin_Bons) September 23, 2025
A equipe e apoiadores da Base rebatem com dados de não-custódia e com a própria leitura da L2Beat sobre aprovações de confiança, fugas e janelas de atualização. Elementos que, bem delineados, mitigam riscos de governança.
O que está em jogo para as soluções L2?
O posicionamento de Vitalik Buterin reabre o debate mais amplo sobre se descentralização é um estado ou um caminho.
Para ele, o imperativo é tornar explícitas as suposições de risco e reduzir dependências ao longo do tempo, enquanto se entrega UX competitiva frente a soluções de cadeia única.
Em paralelo, o avanço de Arbitrum e Optimism mantém a pressão por padronização de métricas, resiliência a falhas e transparência de upgrades.
Nesse xadrez, a Base precisa sustentar tração, sem comprometer a direção de descentralização. Um equilíbrio que define a próxima etapa de maturidade das L2s do Ethereum.
Em síntese, o apoio público de Vitalik Buterin coloca a Base em posição de case. Crescer com usabilidade, mensurar riscos com rigor e comunicar transições de governança são os diferenciais da L2.
Se conseguir, a rede reforça a tese de que L2s são extensões não-custodiais do Ethereum, e não ‘servidores glorificados que apenas enviam hashes’.