Banco Itaú lança área exclusiva para fundos de criptoativos em movimento estratégico
O maior banco privado do Brasil mergulha de cabeça no universo cripto.
Estratégia Institucional
O Itaú Unibanco acaba de criar uma divisão especializada exclusivamente para fundos de criptoativos, sinalizando que as instituições tradicionais não podem mais ignorar o tsunami digital. A unidade operará sob a supervisão do mesmo rigor regulatório que rege seus fundos tradicionais—porque claro, até a revolução precisa de compliance.
Impacto no Mercado
O movimento coloca o Itaú na dianteira da corrida bancária pelos ativos digitais, oferecendo exposição institucional a Bitcoin, Ethereum e outros criptoativos através de veículos regulamentados. Clientes ganham acesso sem precisar navegar em exchanges não reguladas—porque nada diz 'adoption' como um fundo gerido por um banco centenário.
Por que agora? Talvez porque até os bancos perceberam que é melhor lucrar com a disrupção do que ser disruptado. Ou talvez seja só mais uma forma elegante de cobrar taxas de administração sobre algo que deveria ser descentralizado.
A Itaú Asset, gestora de fundos do maior banco privado do país, anunciou a criação de uma área específica dedicada à formatação de novos fundos de investimento focados em criptoativos. A nova estrutura, uma iniciativa inédita dentro da gestora, representa um passo significativo na consolidação da empresa neste segmento em crescimento.
Para comandar a nova área, foi contratado o economista João Marco Braga da Cunha, que anteriormente ocupava o cargo de diretor de gestão de portfólio na Hashdex, gestora especializada em criptoativos. Cunha passará a integrar a estrutura de Multimesas da Itaú Asset, que é composta por 15 mesas e gerencia mais de R$ 117 bilhões em ativos.
PublicidadeExperiência de campo
A gestora já possui uma presença estabelecida no mercado de criptomoedas. Seu portfólio atual inclui três produtos regulamentados com exposição ao setor: o fundo de índice (ETF) BITI11, o fundo de cotas Itaú Bitcoin Index e a estratégia de previdência Itaú Flexprev Bitcoin. Juntos, esses produtos somam um patrimônio líquido de R$ 850 milhões.
De acordo com informações enviadas pela imprensa, a expectativa é que a nova área desenvolva uma gama variada de produtos futuros associados a criptoativos. A proposta é oferecer desde opções com perfil de risco semelhante ao da renda fixa até modalidades com alta volatilidade, ampliando as alternativas disponíveis para os investidores.
Carlos Augusto Salamonde, chefe da Diretoria de Gestão de Investimentos Globais do Itaú Unibanco, afirmou que a gestora enxerga um grande potencial de diversificação que os criptoativos trazem para as classes de ativos tradicionais. A iniciativa busca entregar a mesma qualidade, eficiência e performance já conhecidas pelos clientes da instituição.
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Banco Itaú e fundos de criptoativos
Essa não é a primeira incursão do Grupo Itaú no setor de criptomoedas. Afinal, em junho do ano passado, o Banco Itaú iniciou a comercialização de criptomoedas para seus mais de 100 milhões de clientes. A plataforma de investimentos íon, do Itaú, oferece a negociação direta de dez criptoativos, incluindo Bitcoin, Ethereum e a stablecoin USDC.
Além disso, o grupo também está acompanhando atentamente o desenvolvimento do setor, especialmente no que tange a tokenização de ativos mobiliários. Em uma fala recente, um diretor do banco estabeleceu um prazo de 10 anos para que todo o setor financeiro esteja tokenizado. Um indicativo claro de que o maior banco privado do país está de portas abertas para as criptomoedas. A nova iniciativa de criar fundos de criptomoedas é mais um sinal claro nesse sentido.
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